Ciro Gomes aproveita crise para testar seu nome à Presidência

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CIRO GOMES CONCEDE ENTREVISTA EM ESTÚDIO EM 2010

A próxima eleição presidencial está marcada para 2018, mas Ciro Gomes, ex-ministro e ex-governador do Ceará, já se movimenta. Na quinta-feira (21), o presidente do PDT, Carlos Lupi, disse que o partido está “preparando o ambiente” para que Ciro concorra ao Palácio do Planalto.

Ainda é muito cedo para definições. E impossível concluir se o projeto de Ciro é para valer ou apenas uma forma de marcar posição num momento político conturbado como o atual. De qualquer forma, o ex-ministro testa seu nome.

Ciro já disputou duas campanhas presidenciais. Em 1998, pelo PPS, ficou em 3º lugar, com 11% dos votos. O então presidente Fernando Henrique Cardoso se reelegeu no primeiro turno. Em 2002, também pelo PPS, ficou em quarto lugar, com 12% dos votos. No segundo turno, apoiou a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 2010, então no PSB, Ciro articulou para ser novamente candidato a presidente da República, para disputar o legado de Lula. Acabou barrado pelo petista e por seu partido à época. Todos se alinharam ao projeto de colocar Dilma Rousseff no Planalto.

Ao longo de sua carreira, Ciro já esteve filiado a sete partidos: começou pelo PDS, sucessor da Arena, em 1982, quando se elegeu deputado estadual do Ceará. Depois foi para o PMDB, PSDB — pelo qual foi eleito governador do Ceará e nomeado Ministro da Fazenda de Itamar Franco —, PPS, PSB, Pros e, agora, PDT.

Idas e vindas de Ciro pós-Lula:#

2006

Ciro trocou o PPS pelo PSB em 2005, após a antiga legenda, liderada por Roberto Freire, declarar oposição ao governo Lula. No mesmo ano, cogitou mudar o domicílio eleitoral para o Rio para disputar o governo do Estado.

Acabou convencido a permanecer no Ceará e se candidatar a deputado federal para elevar a votação do partido e evitar que a legenda fosse prejudicada pela cláusula de barreira então aprovada. A regra, que prejudicava partidos com menos de 5% de votos no território nacional, foi posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Ciro teve a maior votação proporcional do país para a Câmara dos Deputados naquele ano, com 16,2% dos votos do Ceará.

2010

Ciro se lançou com força na articulação para ser candidato a presidente na eleição de 2010 pelo PSB. Avaliava que não havia, no PT, um nome natural para suceder Lula, mas foi bloqueado pelo petista e o PSB, então presidido por Eduardo Campos (1965-2014).

Lula preferia que Ciro transferisse seu título para São Paulo e disputasse o governo paulista, o que não ocorreu. Ciro insistiu em se lançar ao Planalto, contra a articulação do petista. Em abril de 2010, 20 dos 27 diretórios estaduais do PSB decidiram não lançar candidato a presidente e apoiar o nome indicado por Lula.

Contrariado, Ciro disse que o petista estava “perdendo a humildade” e afirmou que José Serra, então candidato do PSDB, era mais bem preparado para governar o país do que Dilma, aposta pessoal de Lula.

No segundo turno, se reaproximou do ex-presidente e se tornou um dos coordenadores da campanha da petista.

2014

Ainda no PSB, Ciro deu o troco contra Eduardo Campos e se posicionou contra sua candidatura a presidente. Afirmou que a oportunidade da legenda havia sido em 2010, quando, na sua opinião, não existia sucessor natural de Lula. Agora que Dilma Rousseff havia sido eleita, disse, o PSB deveria apoiar sua recondução.

Em 2013, ao perceber que a candidatura de Campos era irreversível, filiou-se ao recém-criado Pros com o compromisso de que seria o nome da legenda para o Planalto em 2018. Cogitou lançar-se em 2014 ao Senado pelo Ceará, mas acabou não disputando a eleição. Seu irmão, Cid, governava o Estado, o que o impedia legalmente de se eleger sem que o parente consanguíneo renunciasse ao cargo.

2018

Ciro e seu irmão Cid não conseguiram obter a influência desejada no Pros e migraram para o PDT em setembro de 2015. No ato da filiação, Ciro colocou seu nome à disposição para o Planalto em 2018.

Em dezembro de 2015, o PDT anunciou que Ciro era pré-candidato à Presidência pelo partido. No mesmo mês, foi convidado por Dilma para um jantar no Palácio do Alvorada. Ciro é hoje um dos principais defensores do governo e avalia que pode ser uma alternativa à esquerda na eleição de 2018.

A história petista indica que o partido não tem disposição em apoiar nomes de fora de seus quadros para o cargo mais alto da República. Mas tudo depende do desenrolar dos fatos políticos. Dilma tem um pedido de impeachment pela frente e o PT, uma Lava Jato.

Via https://www.nexojornal.com.br

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