Livro ‘As Matriarcas da Avenida’ fala de 4 escolas que revolucionaram o carnaval carioca

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Livro ‘As Matriarcas da Avenida’ conta as histórias das escolas de samba Mangueira, Portela, Salgueiro e Império Serrano (Foto: Divulgação)

A história das escolas de samba tem ares de saga. Não foi de um dia para o outro que os desfiles viraram o maior espetáculo da Terra e a coisa engrenou a partir do trabalho e da força de um autêntico quadrado mágico: Mangueira, Portela, Salgueiro e Império Serrano. E é justamente a importância das antigas “quatro grandes” escolas o mote do livro “As Matriarcas da Avenida”, um projeto a cinco mãos de autoria de Fábio Fabato, Gustavo Gasparani, João Gustavo Melo, Luis Carlos Magalhães e Luiz Antonio Simas.

A obra, que será lançada nesta terça-feira (12), na Lapa, completa uma coleção chamada “Família do Carnaval”. O projeto apresentou os bastidores e histórias de outras dez agremiações cariocas nos três primeiros volumes.

“Eu sentia falta de livros voltados ao público do carnaval, que fugissem da roupagem acadêmica. Trazemos aqui as histórias de bar que formaram a folia do Rio”, explica o jornalista Fábio Fabato, organizador dos volumes.

Personagens em capa
O prefácio é assinado por Rosa Magalhães, única carnavalesca que liderou apresentações das quatro bandeiras homenageadas pela publicação. Na capa, as agremiações são representadas por desenhos inspirados em personagens importantes das agremiações. São elas a cantora e compositora Dona Ivone Lara, do Império, a porta-bandeira Vilma Nascimento (considerada pelos portelenses o “Cisne da Passarela”), a destaque salgueirense Isabel Valença, e Dona Zica, eterna figura representativa da Verde e Rosa. Todas as ilustrações do livro são de autoria do carnavalesco e artista plástico Leonardo Bora.

“Não é uma coisa tão a flor da pele como o futebol, mas algumas agremiações são rivais desde sempre, como Império Serrano e Portela”, explica Fabato. Em 1948, então heptacampeã seguida da folia, a Águia já se preparava para abiscoitar o oitavo caneco, quando acabou surpreendida pela vitória do estreante Império Serrano, fundado no ano anterior. Porém, na ocasião, a direção da escola da Serrinha foi acusada por várias coirmãs de ter tramado a vitória nos bastidores.

Inconformados com a possível manobra que nunca foi confirmada ou totalmente desmentida, dirigentes da Portela e da Mangueira romperam com a Federação das Escolas de Samba. A polêmica desse carnaval não terminou na quarta-feira de cinzas, deixando sequelas nos anos seguintes: duas ligas e dois desfiles separados – Federação das Escolas de Samba (FES) e a União Geral das Escolas de Samba (UGES). A fusão só viria em 1952, com a criação da Associação das Escolas de Samba (AES). Mas o primeiro desfile, devido a fortes chuvas, não teve vencedor.

Mas alguma delas tem chance em 2016? A resposta de Fabato é rápida: “todas! O carnaval 2016, ano de crise, tem tudo para redefinir os conceitos ao fazer as pazes com a história”. Se depender do livro, elas já são as campeãs.

Coleção contou bastidores e histórias de 10 agremiações (Foto: Divulgação)
Coleção contou bastidores e histórias de 10 agremiações (Foto: Divulgação)

Serviço:
As Matriarcas da Avenida: quatro grandes escolas que revolucionaram o maior show da Terra
Lançamento: 12 de janeiro (terça-feira)
Endereço: Largo da Lapa 41 – Lapa – RJ (ao lado da Sala Cecília Meireles)
Horário: 19 horas

(G1 Rio de Janeiro)

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