O grupo radical Estado Islâmico, autor dos ataques que deixaram 129 mortos em Paris na sexta-feira (13), teria divulgado um novo vídeo de ameaças, de acordo com informações da agência de notícias Reuters. O vídeo teria sido publicado nesta segunda-feira (16), direcionado a países participando dos ataques aéreos contra territórios na Síria, que “sofrerão o mesmo destino que a França”, afirma um homem ligado aos jihadistas.

Suposto integrante do grupo radical Estado Islâmico aparece em vídeo com ameças aos EUA e aos países que participam da coalizão que age contra alvos do EI na Síria – Reprodução

A mensagem em vídeo traz uma ameaça direcionada aos Estados Unidos, país que lidera a coalizão internacional que tem realizado ofensivas na Síria contra alvos do Estado Islâmico.

“Nós dizemos aos Estados que participam da campanha de cruzada que, por Deus, vocês terão um dia, se Deus quiser, como o da França, e por Deus, como nós atingimos a França no centro de sua morada em Paris, nós juramos que vamos atacar a América em seu centro em Washington”, diz o vídeo, cuja autenticidade não pôde ser confirmada pela agência de notícias.

“Começo de uma tempestade”

Na sexta-feira, o grupo assumiu a autoria nos ataques com a divulgação, pelas redes sociais, de uma nota em que avisava, aparentemente, que suas ações estavam apenas começando.

“A França e todos aqueles que seguem seu caminho devem saber que permanecem o principal alvo do Estado Islâmico’, dizia o comunicado.

“Alá (…) lançou o terror contra seu coração”, afirmou o EI, chamando Paris de “a capital da abominação e da perversão”.

“Paris tremeu sob seus pés [dos terroristas]”.

A nota se encerrava com um alerta de que “este não é nada mais do que o começo de uma tempestade e uma advertência para aqueles que queiram meditar e tirar suas conclusões”.

No Twitter, o Al-Hayat Media Centre, ligado ao Estado Islâmico, havia postado um vídeo em que o grupo jihadista pedia ataques contra a França. O vídeo não tinha data e sua veracidade não podia ser confirmada.

Na gravação, um militante afirmava que a França “não viverá em paz até que os bombardeios continuem”. “Vocês terão medo até de ir ao mercado”. (com agências de notícias)

(Uol SP)

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