Moto X (Foto: Divulgação/Motorola)
O Procon Fortaleza abriu, nesta segunda-feira, 26, uma investigação contra a fabricante de aparelhos celulares Motorola Brasil. Consumidores da capital cearense denunciaram problemas com display de modelos Moto X 2ª Geração, que tricavam com facilidade. Segundo eles, a empresa vendia o produto com a promessa de resistência a quedas e impactos. Multa pode ser de até R$ 10 milhões.
Em Fortaleza, o número de reclamações contra a Motorola cresceram 102% só este ano. De acordo com o órgão de defesa ao consumidor, foram registradas 140 reclamações de 1º de janeiro a 26 de outubro deste ano. Em 2014, foram 69 reclamações durante o ano inteiro.

Pessoas que usaram o aparelho relatam que a tela trincou em quedas de 10 cm a 40 cm. Outra contestação é de que autorizadas estariam cobrando de R$ 600 a R$ 850 só para consertar o display.

O site Reclame Aqui registrou mais de mil reclamações contra o Moto X 2ª Geração, até setembro deste ano. No YouTube, consumidores registraram, em vídeo, a resistência de aparelhos.
Cláudia Santos, diretora do Procon Fortaleza, afirma que é preciso averiguar se há propaganda enganosa na venda desses aparelhos. “Decidimos instaurar uma investigação preliminar e, caso as denúncias sejam confirmadas, a empresa poderá pagar multa de até R$ 10,017 milhões, bem como realizar o conserto dos aparelhos ou devolução do valor pago, para produtos dentro da garantia”, explicou.
Em nota, a Motorola Brasil informa que ainda não recebeu notificação oficial do Procon de Fortaleza. A empresa afirma que “não fez nenhuma comunicação aos consumidores informando que o Moto X 2ª Geração possui tela resistente a quedas e impactos”.
Ainda de acordo com o comunicado, a Motorola diz que “a tela do Moto X 2ª geração é equipada com Corning Gorilla Glass 3, tecnologia que oferece maior proteção contra riscos do que o vidro comum”.
O que diz o Cógido 
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece o prazo de até 30 dias para a empresa consertar o vício ou defeito do produto. Caso não ocorra o conserto nesse prazo, o consumidor pode solicitar alternativas previstas no CDC, como a substituição do produto, a restituiçao imediata da quantia paga ou o abatimento prporcional do preço.
Segundo o Procon, a empresa tem até 10 dias para apresentar justificativas e soluções para os problemas apresentados pelos consumidores
(O Povo)
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