São Paulo – O Comando Nacional dos Bancários indica que o funcionalismo do Banco do Brasil aprove a proposta global da direção da empresa às questões específicas da Campanha Nacional Unificada 2015 na assembleia que será na segunda-feira 26, a partir das 17h, no Centro Social Hakka Brasil (Rua São Joaquim, 460, Liberdade).

A proposta da empresa, apresentada em negociação neste sábado 24, prevê a aplicação do índice de 10% nos salários e de 14% nos vales refeição e alimentação. Além disso, a manutenção do formato do pagamento semestral da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que corresponde à distribuição linear de 4% do lucro líquido entre todos os trabalhadores, além dos módulos bônus e Fenaban.

Proposta daFenaban para reajuste: 10% no salário; 14% no vale
Abono é perda no salário do trabalhador

Valores da PLR – Os valores a serem pagos seriam: escriturário: R$ 4.952,94; Caixa: R$ 5.420,74; 1º gestor: 1,86 salário; comissionado: 1,48 salário; gerência média: 1,56 salário; assessores: 1,56 salário (veja tabela à esquerda).

“A mobilização conjunta da categoria foi essencial para impedir que os bancos impusessem perdas salariais. Agora é essencial que todos reflitam sobre a proposta do BB e compareçam à assembleia. Os bancos queriam impor um reajuste abaixo da inflação, mas nossa unidade nacional e firmeza impediu que eles derrotassem a categoria. Nossa indicação é que a proposta seja aprovada pelos trabalhadores, pois entendemos que não conseguiremos avança mais”, dia o diretor do Sindicato e integrante da Comissão de

Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, João Fukunaga. “A conjuntura econômica e política do país é difícil e outras categorias do setor público que entraram em greve não tiveram tanto avanço como nós, neste ano. Saímos de 5,5%, o que era uma derrota, e chegamos nos 10%, representando manutenção do poder de compra.”

No que se refere aos dias parados da greve, caso a proposta seja aceita, será utilizado o mesmo formato proposto pela federação dos bancos. Dessa forma,  não haverá desconto e a compensação resultaria em abono de 63% dos dias parados para quem faz jornada de seis horas e de 72% dos dias para quem faz de oito horas. A compensação, seria para quem fez os 14 dias úteis de greve ou menos.

“O BB queria descontar ou compensar todos os dia da greve. Nós reivindicamos a anistia. A proposta sobre os dias parados é mais uma vitória da mesa unificada”, defende João Fukunaga.

(Jair Rosa – Sindicato dos Bancários e Financiários de SP, Osasco e Região)