A importância do turismo LGBT foi tema da audiência pública realizada, nesta quarta-feira, pela Comissão de Turismo. O ramo tem crescido em todo mundo e chega a movimentar cerca de 68 bilhões de dólares nos Estados Unidos.

No Brasil, os destinos mais procurados por esses grupos são: São Paulo, Rio de Janeiro, Búzios, Fortaleza, Porto Seguro, Salvador, Recife e Juiz de Fora, segundo pesquisa realizada pelo jornal O Estado de São Paulo.

A presidente da Associação Brasileira de Turismo GLS, Marta Chiesa, disse que esse público procura visitar locais onde as políticas públicas de apoio à comunidade LGBT estão bem consolidadas, como em outros países da América do Sul e na Europa. Para ela, é preciso criar guias que indiquem os lugares “gay-friendly”.

Mas na visão da coordenadora-geral de promoção dos direitos LGBTT da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Symmy Larrat, políticas públicas que garantam os direitos desses grupos devem ser instituídas também no Brasil. Assim, haveria um crescimento do turismo interno.

A deputada Luizianne Lins (PT-CE) que presidiu a reunião, afirmou que não se trata somente de um debate que discute questões econômicas, mas que também tem a intenção de combater a homofobia. Ela explica a importância de se criar medidas que atendam o público LGBT.

“É um segmento que se destaca. É um segmento que hoje de fato movimenta recursos, movimenta divisas no Brasil e no mundo. É um segmento que hoje é tratado com muita respeitabilidade. São em geral pessoas do ponto de vista, inclusive comercial, de poder aquisitivo. Pessoas qualificadas, cultas, pessoas que estão em busca de um turismo qualificado”.

Segundo a coordenadora-geral substituta de Programas de Incentivo a Viagens do Ministério do Turismo, Rafaela Lehmann, o órgão tem realizado ações para promover esse tipo de turismo.

“A gente tem atuado mais no sentido da sensibilização e promoção. Então é a gente estruturar o segmento, estruturar os destinos, posicioná-los como gay-friendly nessa parceria que a gente vai promover novamente com a ABRAT e a Embratur, e também na sensibilização no âmbito de trazer mais conhecimento para o nosso trade que são os profissionais e os gestores do que que é o turista LGBT. Como que eles podem melhor atender esse segmento, então a gente está prevendo inclusive uma cartilha, um guia de bolso com dicas práticas, porque muitas vezes as pessoas não conhecem então elas não sabem lidar”.

Um grupo de trabalho, que continuará discutindo o assunto, deve ser criado pela Comissão de Turismo.

Reportagem – Ana Gabriela Braz
(Agência Câmara)
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