Gabriela Lousada, via A Tribuna

Para este ano, somente no Brasil, são esperados 57.120 casos novos de câncer de mama, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse tipo de câncer é o mais frequente nas mulheres do País e do mundo.

Para identificar a doença ainda no estágio inicial, a oncologista clínica e coordenadora do serviço de oncologia do Hospital Ana Costa de Santos, Sueli Monterroso da Cruz, afirma que as mulheres precisam ficar atentas a qualquer mudança que ocorra da noite para o dia na região das mamas.

“É preciso prestar atenção em nódulos, acompanhados ou não de dor, em alterações na pele, que pode ficar vermelha ou com aparência do tipo casca de laranja e descamando, como se fosse uma alergia. Qualquer sinal de secreção saindo do mamilo também deve ser motivo de alerta”.

O câncer de mama é uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que forma um tumor. Há vários tipos de câncer de mama, alguns se desenvolvem rapidamente, outros não.

Ainda segundo a especialista, caroços na axila também podem ser sinal de câncer de mama. “Qualquer desses sintomas que apareça não é motivo para pânico. Nem tudo é câncer”, afirma.

A doença pode ocorrer homens e mulheres, mas o público de alto risco são os pacientes do sexo feminino de meia idade e com histórico de câncer de mama ou de ovário na família.

Autoexame

Para notar quando há algo errado, é preciso que a mulher conheça o próprio corpo. Além das visitas de rotina ao ginecologista ou profissional da área da saúde, a médica recomenda que o autoexame faça parte da rotina das mulheres.

“É simples e pode ser feito no banho. O autoexame não é diagnóstico, mas faz com que a mulher se conheça e perceba melhor qualquer mudança que ocorra. É importante também a visita a um especialista, para que seja feito pelo médico um exame físico. Depois o profissional que indica a mamografia ou um ultrassom da mama. Alguns nódulos tem que ter pelo menos 1,5cm para ser palpável”, afirma a especialista.

O Instituto Nacional de Câncer recomenda que mulheres acima dos 50 anos façam a mamografia a cada dois anos e o exame físico no médico anualmente. “Em caso de qualquer mudança, a mamografia poderá ser realizada antes do tempo”, diz a oncologista.

Para tentar evitar a patologia, a médica recomenda hábitos saudáveis, como se alimentar de forma equilibrada, evitando carne vermelha e embutidos, e fazer exercícios físicos. “Quando falo exercício não exatamente me refiro à academia. É preciso que as pessoas caminhem, subam escadas e deixem de ser sedentários. Ter uma vida mais ativa diminui em 28% o risco de desenvolver um câncer de mama”, alerta.

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