Só nos primeiros seis meses deste ano, Bradesco e Santander lucraram, juntos, mais de R$ 12 bilhões. O valor, publicado nesta quinta-feira, dia 30, é três vezes maior que todo o investimento que o Governo de Pernambuco fará durante este ano inteiro no Estado, o que inclui a implantação do corredor BRT na Avenida Agamenon Magalhães e a navegação dos rios Beberibe e Capibaribe, além de construção de estradas e moradias.

Para a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, o lucro dos dois bancos, que abriram a temporada de publicação dos balanços do primeiro semestre de 2015, é exorbitante e mostra que não há crise para o sistema financeiro nacional.

“O Bradesco teve lucro líquido de R$ 8,778 bilhões no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 20,6% em relação ao mesmo período de 2014. Já o Santander registrou um lucro líquido de R$ 3,308 bilhões, crescimento de 15,5%. Ou seja, não há desculpas para não atender as reivindicações dos bancários para a Campanha Nacional que está começando (leia mais)”, diz.

Suzineide destaca que, mesmo diante do ótimo resultado, o Bradesco segue com sua política nefasta de acabar com os empregos dos bancários. Em 12 meses (de junho de 2014 a junho de 2015), foram extintos 5.125 postos de trabalho. Só nos últimos três meses, de abril a junho, o Bradesco fechou 1.074 vagas. Com isso, o número de contas correntes por funcionário passou, em 12 meses, de 268 para 282.

“Isso é um absurdo, a falta de funcionários nas agências e postos de serviço do banco é gritante. O Bradesco deveria estar contratando, em vez de demitir e acabar com as vagas. Os bancários estão em campanha pela valorização no Bradesco e vamos aumentar a pressão nesta Campanha Nacional, que deverá ter a proteção ao emprego como o grande foco”, diz Suzi.

Já no Santander, o número de empregados cresceu, chegando a 50.245 em junho. Em 12 meses, houve aumento de 1.485 postos de trabalho. Apesar das contratações, o banco continua ganhando em cima da rotatividade, ao demitir funcionários antigos com salários mais altos por novos, que entram ganhando bem menos.

Clientes penalizados – No Bradesco, as receitas de tarifas e prestação de serviços cresceram 13,4% chegando a R$ 11,8 bilhões. Com isso, o banco cobre 167% das despesas de pessoal no primeiro semestre de 2015. Essa cobertura era de 155% no primeiro semestre de 2014. As despesas de pessoal cresceram apenas 5%.

No Santander também houve crescimento nas receitas de tarifas e serviços cobrados dos clientes. Elas chegaram a R$ 5,7 bilhões, aumento de 7,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apenas com essa receita o Santander cobre 150% de suas despesas de pessoal, mesmo patamar de junho de 2014.

Fonte: Seec PE, com informações do Seeb SP
Criado por: Fábio Jammal e Postado em: 30/7/2015 23:38:02
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