Em negociação na quarta-feira (22/7), a Caixa Econômica Federal recusou reivindicação da Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa) para que suspendesse a implantação do programa Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP). O GDP é um programa de metas que estimula o assédio moral e a competição entre os empregados ao estabelecer punições, como a perda da função, ou a classificação de “incipientes” aos que não atingirem os objetivos estabelecidos.
Para Ricardo Maggi, membro da CEE e diretor da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetraf RJ/ES), que participou da negociação, com a implantação do GDP a Caixa abandona definitivamente o seu papel social incorporando práticas perversas de mercado utilizadas por bancos privados e que afrontam todos os princípios coletivos de relação de trabalho. Para o dirigente, é necessário a mobilização de todo o funcionalismo da Caixa para impedir que este programa seja efetivado plenamente. Esta mobilização deve ser nacional, tendo à frente a Contraf-CUT, CEE, federações e sindicatos.
Ataques a direitos
Desde que surgiu, a GDP está sendo implantada em ciclos e o banco tem a intenção de atingir todos os empregados até 2016. O programa estipula contrato individual entre o empregado e sua chefia e impõe acordo ao trabalhador, que deve se comprometer com metas a serem cumpridas em determinado período. A GDP ameaça, ainda, conquistas históricas dos empregados da Caixa, como a PLR Social e a promoção por mérito. “Não mediremos esforços, inclusive na área jurídica, para forçar a Caixa a suspender definitivamente a implantação desse programa. Vamos esclarecer todos os funcionários sobre os malefícios dessa prática perversa”, afirmou Maggi.
Dia de Luta por contratações
Outra reivindicação negada pela Caixa foi a contratação de mais três mil novos empregados. Os representantes do banco alegaram que cumpriram o acordo específico que previa dois mil novos funcionários. O problema é que saíram da empresa, através do PAA (Programa de Apoio a Aposentadoria), em torno de três mil. Na negociação do acordo específico a Caixa tinha 101 mil empregados e a reivindicação era de que passasse a ter 103 mil. Hoje são menos de 100 mil. “A Caixa lesou o movimento sindical com a implantação do PAA”, afirmou Maggi.
O movimento sindical fará, em 6 de agosto, um Dia Nacional de Luta por mais Empregados para a Caixa e mais Caixa para o Brasil. Haverá atos em todo o país e será passado abaixo-assinado exigindo novas contratações a ser entregue à direção da empresa e ao governo federal.

(Sindicato dos Bancários do RJ)

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