Atualmente no PSB, Roberto Pessoa descartou concorrer à Prefeitura de Fortaleza e afirmou que o partido fará parte de bloco de oposição ao prefeito Roberto Claudio (Pros). Um dos principais nomes para encabeçar a coligação é o do deputado Capitão Wagner (PR), parlamentar mais votado no último pleito. No PT, correntes internas defendem candidatura própria da ex-prefeita Luizanne Lins. Outro nome forte, o do deputado estadual Heitor Ferrer, encontra dificuldades dentro do próprio partido com a possível ida dos Ferreira Gomes ao PDT

Ceará 247 – Recém-filiado ao PSB, o ex-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, descartou concorrer à Prefeitura de Fortaleza em 2016 e declarou que seu partido deve fazer parte de uma coligação de pelo menos oito siglas na oposição ao atual chefe do executivo municipal, Roberto Cláudio (Pros).

No comando do bloco estará o senador Eunício Oliveira (PMDB). “Ele é quem vai nortear tudo isso, e vamos ouvi-lo”, disse. A oposição deve contar ainda com PSDB, PR, PSB, PPS, DEM, PTN e PRP. Com isso, a aliança deixará o futuro candidato com tempo de televisão maior que o do atual prefeito. “Acredito que temos um tempo de televisão bom demais. Teremos uns cinco candidatos e, com certeza, vemos ter um segundo turno”.

De acordo com Pessoa, o objetivo do PSB em 2016 é eleger pelo menos três vereadores.

Fora da disputa

O vice-prefeito de Fortaleza, Gaudêncio Lucena (PMDB), afirmou a um jornal local que Eunício Oliveira não disputará a eleição em 2016, e que o PMDB deve repetir aliança (de 2014) de oposição com PR, DEM e PSDB. Comenta-se nos meios políticos que para Eunício é fundamental eleger o prefeito de Fortaleza para fortalecer sua nova candidatura ao Governo no Estado em 2018. Um dos nomes mais fortes para liderar a chapa próximo ano é o do deputado estadual Capital Wagner (PR), parlamentar mais votado nas últimas eleições.

Candidatura própria

Apesar dos comentários extra-oficiais de que o governador Camilo Santana (PT) quer apoiar a reeleição de Roberto Cláudio, em retribuição ao apoio que recebeu em 2014, correntes internas do PT defendem que o partido lance candidatura própria. Entre eles o bloco da ex-prefeita e atual deputada federal Luizianne Lins. Um dos seus mais próximos aliados, o ex-presidente do PT de Fortaleza, Raimundo Ângelo, declara abertamente para quem quiser ouvir que Luizianne deverá disputar um terceiro mandato. Também no jogo do PT existe o senador Pimentel, que poderá não ter reeleição em 2018, e o deputado estadual Elmano de Freitas, que disputou com Roberto Cláudio em 2012.

Por outro lado, Camilo Santana levou para o governo ex-aliados de Luizianne, como Artur Bruno, Guilherme Sampaio e Acrísio Sena, para fortalecer sua base em Fortaleza em eventual disputa interna do partido. O governador faz parte do grupo liderado pelo deputado federal José Guimarães, que faz questão de não se pronunciar sobre o assunto.

Correndo por fora

Outro nome forte para a disputa é o do deputado estadual Heitor Férrer, do PDT, que também disputou o pleito em 2012, ficando em terceiro lugar. Mas as dificuldades de Heitor também estão dentro do seu próprio partido, que é aliado de Camilo e do bloco de Cid Gomes (Pros). A possível ida dos Ferreira Gomes para o PDT deve atrapalhar os planos do deputado, que inclusive já declarou que, caso isso aconteça, poderá deixar o partido.

(Brasil 247)

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