A Associação dos Caçambeiros de Fortaleza afirma que a Ecofor, empresa responsável pela coleta de lixo na capital cearense, realizou um corte de R$ 2 milhões nos gastos e reduziu o número de trabalhadores.

De acordo com o presidente da associação, José Augusto Eloy, afirma que até o ano passado, 300 veículos faziam a coleta em Fortaleza, diariamente. Esse número foi reduzido para 100. Quatrocentos garis também foram demitidos, segundo a associação.

Com a redução do serviço, vários pontos da cidade estão tomados por amontoados de lixo. “O acúmulo de lixo é visível por toda a cidade, motivado pelo corte de 200 caminhões caçamba, junto com seus garis, que são em torno de 400 garis. Todo esse pessoal foi colocado para fora com ordem da Prefeitura Municipal de Fortaleza”, diz Augusto Eloy.

A Ecofor, contratada pela Prefeitura de Fortaleza para realizar o serviço de coleta na cidade, afirma em nota que cumpre os termos acordados com o executivo municipal. A Prefeitura de Fortaleza não quis se manifestar sobre o assunto.

A frequência da coleta de lixo também foi reduzida na capital cearense, de acordo com a Associação dos Caçambeiros de Fortaleza. “Agora a coleta é feita de segunda a sábado, não é feita mais no domingo. O trabalho noturno, são poucos carros que estão trabalhando e os poucos que estão têm sobrecarga de lixo”, diz o presidente da associação.

Pontos clandestinos de lixo
Fortaleza tem 1.800 pontos clandestinos de depósito de lixo nas ruas da cidade, segundo levantamento da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos. Os entulhos são formados por moradores, que depositam pequenas quantidades de lixo, ou de trabalhadores que descarregam cargas de entulhos em pontos proibidos, segundo a secretaria.

A Prefeitura de Fortaleza afirma que vai reestruturar os pontos de coleta para reduzir os entulhos clandestinos. Ainda segundo a prefeitura, os caminhões do lixo passam regularmente – três vezes por semana – nos locais onde há depósito ilegal de resíduos sólidos.

(G1 Ceará)

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