Os chineses do Banco de Construção da China (CCB), que compraram o BIC Banco da família cearense Bezerra de Menezes, tentam fechar um acordo com os antigos controladores e com os acionistas minoritários a fim de reduzir o valor final da transação em R$ 288 milhões, informa a edição desta terça-feira (26) da Folha de S. Paulo.

O negócio foi fechado em outubro de 2013 por R$ 1,6 bilhão com a compra de 72% do capital da instituição. A diferença entre os valores foi apurada após os trabalhos de uma auditoria contratada pelo próprio CCB com o objetivo de estimar possíveis perdas na Justiça com ações cíveis e trabalhistas, além da constituição de provisões e de baixas contábeis devido a calotes.

Na semana passada, durante visita oficial do premiê Li Keqiang, os chineses tentaramn acordo com a família Bezerra de Menezes, mas as conversas não avançaram. A família contesta os valores das perdas estimadas pela auditoria contratada pelos chineses, argumentando que os gestores chegaram a um valor patrimonial do banco de R$ 1,79 bilhão.

DENÚNCIA

No ano passado, o Ministério Público encaminhou uma denúncia contra nove executivos do BicBanco, acusados de maquiagem de balanço, gestão temerária e indução ao erro de investidores. Os executivos teriam deixado de construir provisão para calotes no valor de R$ 611 milhões em abril de 2011.

O caso foi investigado pelo Banco Central, que pediu providências e decidiu multar os dirigentes do banco. O BC apontou documentação incompleta, análise insuficiente da capacidade financeira dos clientes e liquidação irregular de operações vencidas, entre outras irregularidades dos gestores.

Via http://www.cearanews7.com.br