Entidade pede investigação do caso para não ficar impune – Crédito: Reprodução

Na última quarta-feira (20/5), a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) lamentou a morte do jornalista Evany José Metzker, que foi encontrado decapitado em Padre Paraíso (MG) na segunda (18/5). A organização ainda alertou sobre os “numerosos crimes impunes” contra a imprensa no Brasil.

Segundo a AFP, o presidente da SIP, Gustavo Mohme, pediu às autoridades que investiguem com urgência os motivos da morte do jornalista, que foi assassinado enquanto procurava informações a respeito do tráfico de drogas e da prostituição infantil na região.
“A banalização da violência através da impunidade parece estimular ainda mais os constantes ataques contra os jornalistas no Brasil”, disse Mohme.
Em comunicado, o responsável pela liberdade de expressão da SIP, Claudio Paolillo, afirmou que o principal problema do alto índice de violência brasileira se dá pela falta de apoio governamental. “Causa preocupação que as agressões e ameaças sigam ocorrendo, enquanto as medidas anunciadas pelo governo brasileiro para prevenir o crime e combater a impunidade não são aplicadas”, afirmou.
Outras ameaças
De acordo com o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, Kerison Lopes, dois jornalistas – que optaram pelo anonimato – também afirmam terem sido ameaçados recentemente. Segundo Lopes, os profissionais disseram que as ameaças na região são recorrentes e que Metzker acabou morto por ser “destemido e não ter receio de prosseguir com as investigações”.

“O clima na região é de medo. Esse tipo de crime tenta semear o medo para os outros profissionais da região e precisamos mostrar que estamos unidos. Precisamos de uma rápida solução do caso e a punição dos culpados para que nossa imagem não seja manchada”, ressaltou Lopes.
Nesta quinta (21/5), o requerimento para a realização da audiência pública deve ser aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e pela Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Se aprovado, o crime deve começar a ser julgado na próxima segunda (25/5), na cidade de Medina, onde o jornalista morava.

Via http://www.portalimprensa.com.br