Natal, Recife ou Fortaleza? Que cidade será o hub escolhido pela Tam no Nordeste do País, com previsão de anúncio no final de 2015 para operação em 2016? A disputa está causando alvoroço nas três cidades e no Nordeste brasileiro e o Portal PANROTAS enviou algumas perguntas à companhia aérea, para esclarecer melhor como se dará a escolha. A disputa esquentou com a nomeação de Henrique Alves, de Natal, como ministro do Turismo. Mas Recife está fazendo lobby forte também.

Veja abaixo as respostas da Tam ao Portal PANROTAS.

PORTAL PANROTAS – Que Estados já procuraram a Tam?
TAM – A Tam iniciou, no dia do anúncio (17/4), os contatos com as autoridades dos três Estados (Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco) e das respectivas capitais, bem como com as administradoras aeroportuárias.

PP – O que vai contar mais nessa escolha?
TAM – Os três critérios para a escolha da cidade são: a localização geográfica, a infraestrutura aeroportuária e seu potencial de desenvolvimento, e ainda a experiência do cliente. Durante o estudo de viabilidade da iniciativa, que deve ser finalizado até o fim de 2015, a companhia também avaliará outros fatores, mas seu principal objetivo será sempre otimizar os custos, capilarizar sua malha e oferecer a melhor experiência para o passageiro.

PP – Como a empresa avalia a infraestrutura hoje existente? O que faltaria em cada candidato?
TAM – Os três aeroportos selecionados têm pontos fortes e outros que necessitam de melhorias. Todos têm potencial de desenvolvimento da infraestrutura já existente, que será um fator-chave.

PP – Por que Salvador ficou de fora?
TAM – Como já mencionado, os critérios para a seleção das cidades foram a localização geográfica, a infraestrutura aeroportuária e seu potencial de desenvolvimento, e ainda a experiência do cliente.

PP – Qual volume de voos previstos?
TAM – Este é um dado que será determinado após o estudo de viabilidade.

PP – A Tam espera que tipo de incentivos dos governos envolvidos? Que peso eles terão frente aos critérios técnicos?
TAM – Os contatos com as autoridades têm o objetivo de viabilizar os fatores necessários para a escolha de uma das capitais, como a infraestrutura adequada e a competitividade de custos.

PP – O foco maior será internacional ou regional?
TAM – O principal objetivo é ampliar a conectividade das regiões Norte e Nordeste do Brasil com a América do Sul e a Europa. Com um hub no Nordeste, nossos passageiros poderão, por exemplo, ir de Santarém até Madri sem ter que passar por São Paulo. Com isso, a distância total do voo será até 27% menor.

PP – Há planos de ligações do Nordeste também com os hubs de Lima e Santiago?
TAM – Os destinos serão definidos ao longo do processo de implementação do hub. De todo modo, entre os objetivos do novo terminal está o de possibilitar a ampliação do número de voos entre os países da América do Sul, em conexão com a Europa.

(PanRotas)

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