Pesquisa do Ministério da Saúde – a Vigitel 2014 – divulgada nesta quarta-feira (15) alerta que 56% da população adulta de Fortalezaestão acima do peso, índice superior ao dos brasileiros, de um modo geral, com 52,5%. O índice de Fortaleza é o mais alto do País, empatado com Manaus e Porto Velho. O estudo também mostra que a população está buscando hábitos mais saudáveis, como a prática de atividade física e alimentação com menos gordura.

Também preocupa a proporção de pessoas com mais de 18 anos com obesidade, 17,9%, no Brasil e 19% em Fortaleza. A capital cearense ocupa o 9º lugar entre os índices no ranking das 27 capitais brasileiras pesquisadas. De acordo com os especialistas,  os quilos a mais na balança são fatores de risco para doenças crônicas, como as do coração, hipertensão e diabetes, que respondem por 72% dos óbitos no Brasil.

“O mais importante para o Brasil neste momento é deter o crescimento da obesidade. E nós conseguimos segurar esse aumento. Isso já é um grande ganho para a sociedade brasileira. Em relação ao sobrepeso, não temos o mesmo impacto da obesidade, de estabilização, mas também não temos nenhuma tendência de crescimento disparando”, destaca o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

No país, entre os homens e as mulheres brasileiros, são eles que registram os maiores percentuais. O índice de excesso de peso na população masculina chega a 56,5% contra 49,1% entre elas, embora não exista uma diferença significativa entre os dois sexos quando o assunto é obesidade. Em relação à idade, os jovens (18 a 24 anos) são os que registram as melhores taxas, com 38% pesando acima do ideal, enquanto as pessoas de 45 a 64 anos ultrapassam 61%.

Além do avanço do excesso de peso e da obesidade, outros indicadores levantados pelo Vigitel também apontam para o maior risco de doenças crônicas entre os brasileiros. Entre a população de Fortaleza, 18%  disseram ter diagnóstico médico de colesterol alto, índice inferior ao do Brasil, com 20%. Entre as capitais, Fortaleza ocupa a 21ª posição, com Aracaju com o índice mais elevado (27%) e Cuiabá, com o menor (15%).

Exercícios
Apesar do avanço de fatores de risco como excesso de peso e colesterol alto, a população brasileira está mais atenta a hábitos saudáveis, com crescimento do número de pessoas que se exercitam regularmente e daquelas que mantém uma alimentação adequada, com maior presença de frutas e hortaliças e menos gordura.

Segundo o Vigitel 2014, o brasileiro está se exercitando mais, com aumento de 18% nos últimos seis anos do percentual de pessoas que praticam atividade física no lazer. Este ano, 38% dos fortalezenses e 35,3% de todos os entrevistados disseram dedicar pelo menos 150 minutos do seu tempo livre na semana com exercícios.

Pesquisa
O Vigitel 2014 entrevistou, por inquérito telefônico, entre fevereiro e dezembro de 2014, 40.853 pessoas com mais de 18 anos que vivem nas capitais de todos os estados do país e do Distrito Federal. Realizada desde 2006 pelo Ministério da Saúde, a pesquisa, ao medir a prevalência de fatores de risco e proteção para doenças não transmissíveis na população brasileira, serve para subsidiar as ações de promoção da saúde e prevenção de doenças.

“O Brasil tem feito algo inédito no mundo, que é manter esse sistema de monitoramento durante tantos anos. Nós sabemos que a obesidade e o excesso de peso são problemas generalizados no mundo e por essa razão o Vigitel é importante para subsidiar as ações de promoção da saúde e prevenção de doenças”, destacou a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta.

(G1 Ceará)

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