O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região proibiu o jornal O Estado de S. Paulo de realizar novas demissões sem justa causa até a data de julgamento da ação movida pelos sindicatos dos jornalistas e dos trabalhadores nas indústrias gráficas da capital, que visa reverter as dispensas.
Crédito:Divulgação
Tribunal Regional do Trabalho analisa ação de sindicatos contra demissão em massa no Grupo Estado
Em caso de descumprimento, a empresa está sujeita a uma multa no valor de R$ 15 mil, por trabalhador demitido. Foi ainda concedido prazo de cinco dias para que o jornal apresente sua defesa e mais cinco dias para manifestação das entidades.
Segundo o sindicato, o Estadão informou que planeja demitir 68 gráficos e 40 jornalistas de seu quadro. Os funcionários afirmam que outros 12 funcionários já foram dispensados entre os meses de janeiro e março, o que totalizaria 120 demitidos (49 funcionários, sendo 18 gráficos e 31 jornalistas, já perderam seus postos). Para a entidade, a ação representa dispensa em massa. A empresa, entretanto, alega problemas financeiros.
Na audiência, mediada pelo desembargador Wilson Fernandes, vice-presidente judicial do TRT-2, foi analisado o pedido liminar dos sindicatos, que visam, além da suspensão cortes, a reintegração dos trabalhadores, bem como a abstenção, por parte da empresa, de realizar novas dispensas. Agora, os autos serão encaminhados ao Ministério Público do Trabalho para elaboração de um parecer e  retornará ao TRT-2, onde será distribuído a um relator, por sorteio.
De acordo com as entidades, este é o terceiro caso de dispensa em massa envolvendo o Grupo Estado nos últimos três anos. O primeiro, de 2012, ocorreu à época do fechamento do Jornal da Tarde. O segundo, de 2013, na ocasião da dispensa de 45 jornalistas.

 

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