Nilson Holanda

O economista Nilson Craveiro Holanda, 79, ex-presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), faleceu na manhã de ontem, por volta das 10h, em Brasília. De acordo com sua esposa, Sílvia Holanda, ele passou mal e foi levado a um hospital, não resistindo a um ataque cardíaco.

O velório terá início às 8h de hoje, na capela localizada dentro do cemitério Campo de Esperança, em Brasília e o sepultamento ocorrerá às 14h. O economista deixa sua esposa, com a qual completaria 52 anos de casado, três filhos – Adriano Furtado Holanda, Valéria Furtado Holanda Caetano e Sílvio Furtado Holanda – além de sete netos.

O economista Lima Matos, que integrava o departamento de mercado de capitais na gestão de Nilson enquanto presidente do BNB, destaca o legado que ele deixa.

“Ele foi um dos melhores presidentes que o Banco já teve. Um ser humano exemplar, sempre preocupado em achar soluções de desenvolvimento para o Nordeste, estimulou muito a melhoria como um todo. Vamos ver se a gente faz algum movimento para homenagear ele e que a gente possa realizar isso coletivamente”.

O economista Firmo de Castro conta que seu último contato com Nilson foi em 2013, quando ambos participavam do movimento Integra Brasil. “Estivemos juntos discutindo as tarefas e analisando o que deveria ser feito. Em seguida, ele foi acometido pelo primeiro AVC. Tentamos ver se seria possível reabilitá-lo. A superação foi razoável no primeiro momento, mas não o suficiente para que ele retornasse às atividades profissionais”, lamenta Firmo.

Nelson Antônio de Sousa, presidente do BNB, declara que foi com grande pesar a recepção da notícia de falecimento. “Cearense detentor de uma carreira brilhante, o economista Nilson Holanda contribuiu, de forma singular, para a consolidação do Banco do Nordeste como agente indutor do desenvolvimento regional”.

Carreira

Natural de Limoeiro do Norte, Nilson Holanda nasceu em 22 de junho de 1935. Foi professor da Universidade de Brasília (UNB), da Universidade Federal do Ceará (UFC), além de fundador da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP).  

Dirigiu o Projeto de Desenvolvimento Integrado da Bacia do Araguaia-Tocantins (Prodiat), foi secretário executivo do Ministério da Desburocratização, secretário do Ministério do Planejamento e secretário-adjunto da Secretaria Especial de Políticas Regionais. Chegou à presidência do BNB em 1974, permanecendo no cargo até 1979.

(Giovânia de Alencar, O Povo)

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