Eugenia Gonzaga, pelo Facebook

Como ficarão as políticas de diversidade e igualdade no Ministério da Educação?

A SECADI está sem secretário(a) há meses. E é um setor crucial para uma educação de qualidade e com respeito aos direitos humanos. Trata-se do órgão responsável pelas políticas de inclusão escolar, que têm como seu ponto de partida a inserção de alunos com deficiência no ensino escolar. Essa população exige uma série de avanços nas práticas pedagógicas, sem as quais não se promove sua participação em igualdade de condições com os demais alunos.

Esses avanços vêm em benefício de todos(as) os(as) alunos(as), que são favorecidos por um ambiente plural, mais acolhedor e respeitador das diferenças. Nesse sentido, ainda na gestão de Fernando Haddad, essa secretaria foi criada de modo a ampliar o foco da inclusão escolar de pessoas com deficiência para também promover a valorização da cultura afro-brasileira, africana, dos povos indígenas e das práticas pedagógicas emancipatórias que englobam todos aqueles que historicamente foram excluídos do processo educacional, seja por questões de orientação sexual, religiosa, origem social e tantas outras.

A sua primeira secretária foi Cláudia Pereira Dutra, então responsável pelas políticas de educação especial para os alunos com deficiência. Tratou-se de uma escolha natural, pois, como já afirmado, a inclusão escolar de alunos com deficiência compreende uma mudança complexa na cultura escolar. Em sua gestão teve como secretária adjunta Martinha Clarete dos Santos, uma das grandes lideranças na construção de uma cultura da pluralidade no sistema educacional brasileiro. Desse modo, a SECADI foi responsável por políticas e projetos importantíssimos como o Pronacampo, o financiamento específico para EJA, a implantação das diretrizes para educação quilombola, a educação ambiental e a educação em direitos humanos.

O novo Ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, que está representando uma nova inspiração para a educação brasileira, precisa olhar para esse setor e fazer com que ele volte a ser o principal instrumento para enfrentar o desafio de assegurar o direito de todos e de todas à educação.

O nome que surge, neste momento, é o da professora Martinha Clarete dos Santos, gestora do MEC, responsável pela Diretoria de Educação Especial, membro do Fórum nacional de Educação – FNE e atuante na formulação e defesa das resoluções da CONAE.

Esperamos que o novo Ministro não deixe a SECADI sem um(a) gestor(a) por mais tempo e que opte por quem já demonstrou experiência e comprometimento absoluto com as políticas de diversidade e igualdade.

Via http://jornalggn.com.br/noticia/como-ficarao-as-politicas-de-diversidade-e-igualdade-no-ministerio-da-educacao