FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

Mulheres vítimas de violência doméstica, em Fortaleza, passaram a ter a partir deste mês um melhor acompanhamento das denúncias por policiais do Programa Ronda do Quarteirão. Em caráter experimental, 75 policiais militares atuam nos bairros Genibaú e Vicente Pinzón, e na comunidade Parque São Miguel. Trata-se do “Ronda Maria da Penha”, resultado de uma parceria entre o Poder Judiciário do Ceará e a Polícia Militar do Ceará.

Por mês, o Juizado da Mulher de Fortaleza recebe uma média de 600 pedidos de medidas protetivas. Eles são julgados em, no máximo, 48 horas. Cerca de 10 mil processos de violência doméstica tramitam atualmente na unidade. A expectativa é de que o “Ronda Maria da Penha” possa cobrir todos os 119 bairros de Fortaleza até o fim do ano.

Os policiais serão informados pelo Juizado sobre os pedidos de medidas protetivas e irão às casas das vítimas. “Eles vão saber o que está acontecendo, acompanhar o caso e, se preciso, encaminhar a vítima à rede socioassistencial. Porque cada medida protetiva pedida é o relato de uma violência. É um crime que aconteceu. E quando uma mulher vem denunciar não é a primeira violência. Nós só podemos diminuir os índices se trabalharmos em parceria. A polícia exerce um papel importantíssimo”, explica a titular do Juizado da Mulher de Fortaleza, juíza Rosa Mendonça.

Segundo o comandante do Ronda do Quarteirão, tenente-coronel Fernando Albano, os policiais receberam treinamento específico para lidar com as vítimas. A polícia estima que metade das ocorrências atendidas diariamente seja de violência doméstica. “O Ronda está passando por um processo de reformulação para ser uma polícia de acolhimento. Como a violência pode acontecer a qualquer momento, nós nos colocamos inteiramente à disposição dessa tão importante iniciativa”, declarou.

Serviço:
Casos de violência doméstica – seja ela moral, sexual, patrimonial, física ou psicológica – podem ser denunciados na Central de Atendimento à Mulher (180), Disque Direitos Humanos Nacional (100), Disque Direitos Humanos de Fortaleza (0800 285 0880) e Polícia (190). A ligação é gratuita e o nome do denunciante é mantido sob sigilo.

(G1 Ceará)

Anúncios