Do ex-diretor-geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE)(, Marcos Holanda, recebemos o seguinte artigo, com o título “Um aquário de gente”. Mais um ingrediente para o debate em torno do polêmico Acquario do Ceará. Confira:

O projeto do aquário, no formato que possui hoje, não se justifica do ponto de vista econômico e dificilmente vai ser viabilizado. O seu propósito, no entanto, alavancar o turismo e recuperar a área degradada da Praia de Iracema, continua super valido e importante. Como preservá-lo?

Aqui vai uma sugestão: implantar no local um centro de eventos de médio porte, único do Brasil integrado ao mar e com um potencial de beleza arquitetônica singular. Um centro de eventos (congressos, conferencias, seminários), diferente de um centro de feiras, demanda um espaço de uso menor, compatível com a área existente.

A taxa de uso do atual centro de feiras tem sugerido que nossa vantagem comparativa está na área de eventos e não de feiras. O que faz mais sentido em Fortaleza? Um congresso de energias alternativas ou uma feira de implementos agrícolas?

Um centro de eventos de médio porte seria mais barato e viável para uma PPP (Parceria Público-Privada). Seria autossustentável em termos de custo de manutenção e teria uma bela sinergia com o Centro Dragão do Mar (trabalho no Centro e lazer no Dragão).

Creio que a combinação cidade-local-projeto arquitetônico arrojado com o Dragão do Mar, tornaria o centro uma referencia no Brasil.

Com a palavra os arquitetos e urbanistas.

* Marcos Holanda, Economista.

Via http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar

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