O lucro líquido do Banco do Nordeste, em 2014, foi de R$ 747,4 milhões, o melhor resultado financeiro da instituição desde a sua criação, em 1952, e uma variação de 107,40% em relação a 2013. No mesmo período, o resultado operacional foi de R$ 1,13 bilhão, o que corresponde a um crescimento de 105,33%, sobre o ano anterior. Com esse desempenho o patrimônio líquido do Banco apresentou rentabilidade média de 23,20%.Os números foram divulgados na tarde desta segunda-feira (23), pelo presidente do Banco, Nelson Antônio de Souza, em Fortaleza.

“E esse lucro é com qualidade. Não tem nenhuma compensação de crédito tributário. O resultado operacional subiu de R$ 551 milhões  para R$ 1,13 bilhão um aumento de 105,33%.  O banco mais do que dobrou o lucro sem perder de vista o nosso foco no desenvolvimento. O ativo total do Banco do Nordeste também cresceu de R$ 33 bilhões [R$ R$ 33,8 bilhões] para R$ 38 bilhões [R$ 38,2 bilhões]  e o total do FNE que é o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste subiu de R$ 47 [R$ 47,6 bilhões] para R$ 53 bilhões [R$ 53,4 bilhões] com R$ 92 bilhões de ativo total [R$ 91,6 bilhões]”, explica Nelson Souza.

De acordo com o presidente, o resultado deve-se, principalmente, ao avanço verificado no volume de contratações e financiamentos – R$ 25,3 bilhões, por meio de 4,7 milhões de operações – que tiverem crescimento de 9,1% no ano. Além disso, houve uma melhora no perfil da carteira de crédito, com redução na constituição de provisões para créditos de liquidação da ordem de R$ 408 milhões em relação ao ano passado.

“Melhoramos o ativo do Banco na qualidade do crédito. Nós estamos sendo implacáveis com relação aos devedores do Banco, nós cobramos mesmo. O dinheiro é publico, tem que voltar. Recuperamos R$ 2,5 bilhões em 2013, e R$ 2,4 bilhões em 2014. Isso viabilizou o banco e nós vamos ser implacáveis: não pagou, nós executamos”, diz.

Em 2014, o Banco do Nordeste contratou R$ 25,3 bilhões em operações de crédito, dos quais R$ 15,3 bilhões a empreendimentos considerados de pequeno porte, R$ 2,8 bilhões de médio, e R$ 7,3 bilhões a grandes empreendedores. Nas operações de pequeno porte, o setor de comércio e serviços recebeu o maior volume de recursos, cerca de R$ 13,4 bilhões em empréstimos e financiamentos. Empreendimentos industriais somaram R$ 6,7 bilhões em operações e os rurais, R$ 5,3 bilhões.

Valorização da marca
Com valor estimado em US$ 338 milhões, o Banco do Nordeste subiu 21 posições no ranking dos 500 bancos mais valiosos do mundo, segundo a consultoria britânica Brand Finance, ocupando agora a 314ª posição. Para Nelson de Souza, fatores como o aumento da base de clientes, o investimento na expansão da rede de agências e do quadro funcional do Banco do Nordeste, bem como de suas operações de crédito na indução ao desenvolvimento regional, explicam a crescente valorização de sua marca. “No Brasil, foi o banco público que mais se valorizou”, diz.

Perspectivas
Em dezembro de 2014, o Patrimônio Líquido do Banco do Nordeste totalizou R$ 3,36 bilhões e o Patrimônio de Referência (PR) ficou em R$ 5,86 bilhões, uma situação considerada confortável frente ao Acordo de Basileia, resolução  que introduziu exigência de capital mínimo para as instituições financeiras, em função do grau de risco de suas operações ativas.

Em 2014, o Banco do Nordeste exibiu um índice de Basileia de 16,11%, acima dos 11% exigidos pelo acordo. Na prática, isso significa que a empresa tem espaço considerável para realizar novos negócios sem prejuízo ao cumprimento das exigências de capital da legislação do mercado financeiro.

(G1 Ceará)