A promotora de Justiça e Defesa da Saúde Pública, Isabel Porto, instaurou um procedimento administrativo contra o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), unidade da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), por conta do fechamento da emergência nesta semana. Segundo a promotora, o procedimento foi recebido pelo hospital no último dia 12, data em que a emergência da unidade fechou as portas para novos pacientes. O HGF, no entanto, informou que não recebeu o procedimento.
Segundo Isabel Porto, o documento tramita na Promotoria de Saúde Pública do Ministério Público Estadual (MP) e pede ao titular da Sesa, Carlile Lavor, e ao diretor do HGF, Zózimo de Medeiros, que passem informações sobre o fechamento da emergência. O prazo é de cinco dias, a partir do recebimento do documento. A decisão de suspender o atendimento no hospital, segundo a assessoria de imprensa do HGF, se deu pela lotação. Somente na emergência, havia 64 pacientes sendo atendidos.
Uma funcionária do hospital, que pediu para não ser identificada, contou ao O POVO que havia pacientes em macas instaladas até no corredor que dá acesso à lanchonete. Segundo ela, os médicos da unidade fizeram a recomendação de não receber mais pacientes e o diretor acatou.
Pacientes

A dona de casa Edilene Maria dos Santos, 41, acompanhava a vizinha Maria de Sousa, 58, na unidade pela segunda vez. Passando por um problema de pressão, a vizinha de Edilane não conseguiu atendimento no HGF porque encontrou a emergência da unidade fechada.
 

Ela esteve novamente hospital na tarde de ontem para receber o atendimento. “Acho um absurdo um hospital desse fechar. Ela tem problema grave de pressão alta e chega aqui, manda procurar outro hospital?”, reclama.
A diarista Maria Cilene Pinheiro, 42, também trabalha há 12 dias como acompanhante de pacientes no HGF. Ela afirma que a situação no hospital chegou ao ponto de não haver espaço para a passagem de pessoas pelos corredores. “Mesmo assim, acho errado fechar a emergência”, conta.

(Angélica Feitosa, O Povo)