O número de turistas no Ceará deverá crescer 4,65% e alcançar 3,38 milhões de pessoas em 2015. Serão 3,1 milhões de turistas nacionais e 286 mil internacionais. A estimativa é da Secretaria de Turismo do Estado do Ceará (Setur). No ano passado, foram 2,96 milhões de brasileiros e 270,3 mil estrangeiros, um total de 3,23 milhões de visitantes.

Entre os visitantes estrangeiros que vieram ao País em 2014, houve predominância de europeus. A Itália ocupa o primeiro lugar do ranking (15,23%) dos turistas estrangeiros. O mercado americano ficou com o 10º lugar entre os turistas internacionais (2,19% com 5.917 visitantes).

O cônsul Geral dos Estados Unidos, Richard Reiter, explicou que o Brasil é um destino pouco conhecido pelo turista americano. “O americano tem muitas opções de turismo. O Brasil é um destino fantástico, mas o americano pouco sabe sobre as atrações”, avaliou.

No entanto, o número de nordestinos nos EUA chega a 100 mil anuais, de acordo com Reiters. Ele disse que esse é o número médio de vistos emitidos anualmente no consulado de Recife. No País, o total supera um milhão de vistos por ano. O cônsul esteve em Fortaleza para tratar de um projeto de beisebol. De acordo com ele, por enquanto não estão sendo discutidos novos acordos comerciais. “Mas estamos sempre abertos a essas conversas”, ponderou.

Os visitantes americanos estiveram no Ceará no ano passado em média por 6,7 dias e tiveram um gasto per capita de R$ 4.928,67 (gasto diário de R$ 693,47), de acordo com a Setur.

Muitos vieram conhecer o Brasil durante a Copa do Mundo. Há um voo direto da TAM entre Fortaleza e Miami desde maio. Os principais destinos para os turistas americanos no Ceará, além de Fortaleza, são Porto das Dunas, Praia das Fontes, Cumbuco, Canoa Quebrada e Jericoacoara.

Também há voos internacionais diretos para o Ceará de Portugal, Cabo Verde, Itália, Argentina e Colômbia.

Consulado

Não há previsão para um consulado americano com sede em Fortaleza, de acordo com o cônsul. A razão é econômica. Os EUA estão construindo dois novos consulados em Belo Horizonte e Porto Alegre. “Por enquanto o povo de Fortaleza tem que tirar o visto em Recife. É uma questão de recursos”, disse.  

Reiter acrescentou que no Ceará existe uma agência consular com a função de proteção e apoio aos cidadãos americanos. 

Saiba mais

Os altos custos, a burocracia e medo de corrupção são alguns dos fatores que as empresas americanas temem ao investirem no Brasil, de acordo com o cônsul Geral dos Estados Unidos, Richard Reiter.

Ele recomendou diálogo com as empresas americanas para entender os principais desafios delas.

Reiter não soube dizer se a baixo crescimento previsto para o Brasil irá assustar as empresas americanas. “É um desafio essa fase de baixo crescimento que acontece em todos os países. No longo prazo, a visão para o Brasil é muito positiva. Tem muito potencial e com certeza as empresas americanas vão querer participar do crescimento da economia”, disse.

O cônsul destacou que a presidente Dilma Rousseff está com um novo mandato e uma nova política econômica e que é necessário observá-la. “É uma nova página nas relações bilaterais”, afirmou.

(Teresa Fernandes, O Povo)