Após assembleia, servidores do Instituto Doutor José Frota (IJF) decidiram nesta terça-feira, 30, paralisar as atividades por tempo indeterminado, a partir das 8h do próximo dia 6 de janeiro.

A greve foi aprovada em assembleia geral extraordinária realizada nesta manhã, no próprio hospital. Para assegurar a prestação dos serviços básicos essenciais no atendimento à população, os trabalhadores deverão operar a partir do dia 6 em esquema de escala.

Greve

A categoria reclama a falta de comunicação entre a gestão Municipal e as representações sindicais, alegando que 33 projetos foram encaminhados com pedido de urgência e votados às pressas sem ter recebido as entidades para debater as reivindicações.

A presidente da Associação dos Servidores do Instituto Dr. José Frota (ASSIJF), Ana Miranda, cita dois pontos como determinantes para a deflagração da greve. Um deles é o reajuste salarial de 6,45%, definido sem diálogo com os servidores, “e a lei de suplementação sobre jornada extra, que aprova um valor de hora extra inferior ao valor da hora normal, tirando dessa jornada o direito de cálculo remuneratório sobre férias e licenças”.

Ainda de acordo com Ana, a Pauta de Reivindicações dos Trabalhadores foi enviada à Prefeitura em outubro deste ano, mas não houve retorno nem diálogo com a categoria.

Em nota enviada nessa segunda-feira, 29, a assessoria da prefeitura de Fortaleza informou que as alterações feitas foram efetivadas a partir de negociações entre a prefeitura e os sindicatos e que ”a aplicação delas está de acordo com o que foi fechado”.

O POVO Online entrou em contato com a assessoria do IJF, que ficou de lançar nota sobre a decisão dos servidores de deflagração da greve em instantes.

A assembleia foi mobilizada pelos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Fortaleza (Sindifort), pela ASSIJF e Intersindical – Central da Classe Trabalhadora.

Redação O POVO Online