Fortaleza-CE

O Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras, lançado nesta terça-feira (25), mostra que Fortaleza tem o terceiro pior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) entre as 16 regiões metropolitanas do Brasil. Com um IDHM de 0,732 em 2010, a capital cearense está a frente apenas de Belém, com 0,729, e Manaus, com 0,720. Os melhores índices foram os de São Paulo, com 0,812, Distrito Federal e entorno, com 0,826, e Curitiba, com 0,803.

Apesar de estar situada na linha mais baixa do ranking, Fortaleza passou de IDHM médio para alto. Em 2000 o índice era de 0,622. Na capital cearense há enormes desigualdades entre os bairros. Enquanto alguns apresentam renda per capita média mensal de R$ 4.958,00, outros mão chega a R$ 187,00.

De acordo com o Atlas, entre 2000 e 2010, as disparidades nas outras 15 regiões metropolitanas analisadas também diminuíram e todas se encontram na faixa de alto desenvolvimento humano. A análise leva em conta o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).

 

O Atlas, divulgado nesta terça-feira (25), é fruto de parceria entre o Pnud, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro. Além das regiões metropolitanas, foram pesquisadas 9.825 unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs), conceito próximo ao de bairros.

 

O representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Brasil, Jorge Chediek ressaltou que o Brasil é exemplo de país que tem reduzido a pobreza e a desigualdade com excelentes resultados. “O Brasil era um dos países mais desiguais do mundo. Ainda é um país muito desigual, mas os indicadores têm melhorado muito e há tendência de redução das desigualdades. Recomendamos a continuidade das políticas e um esforço de focalização naquelas áreas e populações que ainda precisam de apoio das políticas públicas e do emprego.”

 

O Atlas considera o país um exemplo bem-sucedido na redução das vulnerabilidades. “Foram adotadas políticas anticíclicas eficientes, políticas públicas ativas de diminuição da desigualdade, de transferência de renda condicionada e de superação da pobreza e da pobreza extrema”, aponta a publicação.

 

Para o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri, o Atlas mostra que ainda existem grandes disparidades no Brasil, mas que vêm caindo ao longo do tempo. “O grande salto foi em educação, que nos permite antecipar melhoras futuras”. Em 2000, a diferença entre os números do IDHM das regiões metropolitanas, com os melhores e piores desempenhos para a educação, era 43%. Em 2010, o índice caiu para 15,9%.

 

O IDHM é um número que varia entre 0 e 1: quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano de um estado, município, de uma região metropolitana ou UDH. Para calcular o índice geral, três fatores são analisados: a expectativa de vida, a renda per capita e a educação.

(Ceará Agora)