Durante seis meses de obras, será cravado um total de 600 estacas no local do novo empreendimento, que tem previsão para inaugurar em 29 de outubro de 2016

As obras do RioMar Presidente Kennedy, segundo shopping do Grupo JCPM, em Fortaleza, foram oficialmente iniciadas antes de ontem, quando as primeiras estacas foram cravadas no terreno de 82.460 m², onde o empreendimento será erguido. Os trabalhos no local já haviam se iniciado há cerca de seis meses, quando passaram a ser feitas demolições da antiga estrutura de galpões, do Grupo Otoch, e a limpeza do terreno.

Primeiramente, a parte subterrânea está recebendo cargas de concreto, para formar a base de sustentação do shopping. Assim, serão cravadas 600 estacas, no total, durante cerca de seis meses. Paralelamente, também serão fundados blocos, pilares, vigas e lajes, que irão conferir formato ao novo RioMar. “Com um ano e dois meses, você vai ter a estrutura já formada, você praticamente vizualizará o shopping”, afirma o engenheiro da obra, Juarez Lira.

Empregos

Ainda de acordo com Juarez Lira, Até a inauguração do empreendimento, prevista para dia 29 de outubro de 2016, devem ser empregados mais de mil pessoas do ramo da construção civil e outras duas mil de forma indireta, com a contratação também de serviços terceirizados.

A construção do RioMar Presidente Kennedy também inclui ampliação, restauração e drenagem de três avenidas do entorno: Olavo Bilac, Doutor Theberge e Sargento Hermínio Sampaio. Considerando-se estas obras, o novo RioMar tem investimento total previsto de R$ 400 milhões, segundo o assistente de engenharia do RioMar Presidente Kennedy, Júnior Holanda.

Intervenções nas vias

Ele também afirma que as intervenções nas vias no entorno do empreendimento devem começar já no próximo dia 20 de novembro, com prazo de conclusão de seis meses.

Expectativas

O taxista Ivo de Lima, 55 anos, deposita boas expectativas no shopping que será erguido em frente à sua casa. Morador da Av. Doutor Theberge há 5 anos, ele afirma que o preço dos imóveis tem aumentado por conta da obra e espera uma valorização ainda maior . “Aqui, quando eu cheguei, as casas valiam R$ 70 mil, R$ 80 mil. Agora, por menos de R$ 120 mil você não compra uma”, defende. A dona de casa Alexandra Carvalho de Moraes, 36, mora há 3 anos na Av. Olavo Bilac e acredita que o novo empreendimento dará uma visibilidade inédita ao bairro. “Também vai haver muita comodidade. Se eu precisar comprar algo, é só atravessar a rua”, afirma ela, embora ainda não tenha certeza se vai permanecer morando no local por muito tempo, pois ultimamente, os reajustes semestrais no preço do aluguel são cada vez maiores. “Antes, os aumentos eram de R$ 50. Agora, estão aumentando em R$ 80”, afirma Alexandra.

Murilo Viana – Repórter