Fortaleza, agora, tem uma empresa licitada para gerir o seu parque de iluminação pública. Isso após mais de três anos da realização de contratos emergenciais. A paulista FM Rodrigues assume as funções de manutenção do parque e a realização de novas obras de iluminação dia 7 de novembro, por um período de doze meses, prorrogáveis por até cinco vezes. O contrato nº 17/2014 é de R$ 69,2 milhões, está assinado e já foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM).

A FM Rodrigues foi fundada em 1968 em Bauru (SP) e mudou sua sede em 1973 para a capital paulista. Desenvolveu trabalhos com a Light, Eletropaulo, DAE, Cesp e CPFL, por exemplo. No segmento de Rede Elétrica, realizou a iluminação do Estádio do Pacaembu, rua Augusta e Rodovia Raposo Tavares.

O coordenador de Iluminação Pública da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos da Capital (SCSP), Alfredo Nelson Serejo, ressaltou o desgaste e o desinteresse nas realizações dos contratos emergenciais anteriores. “Contratos emergenciais são ruins para ambas as partes. A empresa fica insegura, porque o contrato é curto. O município fica sem poder cobrar o investimento em maquinários e novas tecnologias. Agora vamos poder exigir”.

Conforme o documento firmado, a FM Rodrigues será remunerada pelo serviço de manutenção e por obras realizadas. O valor do contrato é o limite que a Prefeitura vai gastar com a empresa, mas, conforme Serejo, não necessariamente vai gastar tudo. Fortaleza possui mais de 185 mil pontos de luz.

Tecnologia LED

A implantação de iluminação com a tecnologia LED em Fortaleza é uma das novidades das função da empresa gestora do parque. Apesar do preço superior da luminária, há uma compensação com vida útil e intensidade da luz maiores, além de um custo de manutenção menor, economia de energia e ganhos ao meio ambiente.  

A LED proporciona a dimerização, capacidade de alternar a intensidade luminosa do ponto de luz. Inicialmente, serão implantados em canteiros centrais e obras especiais.

A empresa contratada também terá de implantar a telegestão, que é a troca de informação com o ponto luminoso. “Dá para ter o controle se o ponto de luz está aceso ou apagado”, por exemplo. Em princípio, 3,6 mil pontos de luz terão a telegestão, que não, necessariamente, precisa são LED. 

SERVIÇO 

Iluminação pública

Fone: 156

24 horas por dia

 

Entenda o caso 

2001. A Citéluz começa a operar a iluminação pública em Fortaleza. O prefeito era Juraci Magalhães. Passou pela prefeita Luizianne Lins e entrou na gestão Roberto Cláudio também.

22/8/2011. O primeiro contrato emergencial é firmado entre Prefeitura e Citéluz, mesma data em que empresa e Município rescindiram compromisso feito por meio de licitação. O POVO apurou que os cinco emergenciais com a Citéluz custaram R$ 137 mi.

2013. Foi cancelado o processo licitatório iniciado em 2011 que, por várias razões, não chegou a ser concluído. O projeto básico foi considerado desatualizado.

2013. Foi lançado outra licitação em 2013, mas nem chegou a abrir proposta. Foi cancelada, porque empresas que participavam do processo cancelado pela prefeitura pediram o direito de resposta. Algumas deram retorno, outras não.

31/3/2014. A Alusa Engenharia começa a operar a iluminação pública em Fortaleza. Tomou o lugar da Citéluz, que fazia o serviço desde 2001.

23/4/2014. Foi lançado um novo edital.

(O Povo)