DIAS DIFÍCEIS – Protesto contra o governo FHC, em 1999. Anos de ataques do governo aos direitos dos trabalhadores, mas também de forte resistência nas ruas

Com o segundo turno definido entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) fica mais fácil o embate não somente pelas contradições do candidato tucano como pela comparação feita entre os 12 anos de governo petista com os dois governos de Fernando Henrique Cardoso (1994 a 2002). Os bancários mais antigos, especialmente dos bancos públicos, jamais esquecerão os oito anos em que as crises internacionais eram resolvidas com remédios amargos, como desemprego em massa, arrocho salarial, privatizações e até reajuste zero, como foi o caso dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Além disso, a categoria enfrentou a criminalização dos movimentos sindicais. Foi nesta época que os bancos passaram a utilizar os interditos proibitórios para tentar inviabilizar o movimento grevista, o que ocorre ainda hoje.
Os bancos estaduais, como Banerj e o Banespa, foram privatizados, vendidos a preço de banana. Foi uma época dura para os trabalhadores, mas, ao mesmo tempo, uma época áurea de resistência. Graças à mobilização dos sindicatos, o BB, a Caixa e a Petrobras não foram privatizados pelo governo tucano
Era Lula
Com eleição do metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, o projeto de privatização foi sepultado pela agenda do novo governo federal. A partir de 2003, a categoria bancária começou a conquistar anualmente aumento real de salário, inclusive os funcionários dos bancos públicos. No governo Dilma, as conquistam foram mantidas, não só no campo econômico, mas no avanço da democratização da atuação sindical.
Este ano, os bancários completam 11 anos com reajuste acima da inflação, uma conquista histórica.
“Quem viveu aquela época, especialmente nós, banerjianos, e os companheiros dos bancos públicos sabem que avançamos e muito. Claro que há demandas que precisam ser colocadas na mesa de negociação, como as perdas dos bancários do setor público, mas o que não podemos permitir é o retrocesso que representa o retorno do projeto neoliberal do PSDB”, disse a diretora de imprensa do Sindicato do Rio Vera Luiza.

(Bancários Rio)

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