Mauro Filho (Pros) se queixa dos resultados das pesquisas, que, na véspera, apresentaram divergência de 13 pontos percentuais (no Datafolha) e 15 (Ibope) em relação aos votos que teve no dia seguinte. Considerada a variação para mais ou para menos da margem de erro, seria aceitável diferença de no máximo, quatro e seis pontos, a depender do instituto. Os governistas, não sem razão, sustentam que esse percentual subestimado atrapalhou.

Verdade. Mas não é a primeira vez. E quem chora hoje sorriu ontem. Em 2012, era Heitor Férrer (PDT) quem fazia a mesma queixa na eleição para prefeito de Fortaleza. E aponta que, se as estimativas tivessem apresentado seu real patamar, iria para o segundo turno. Quem ficaria fora seria o hoje prefeito, Roberto Cláudio (Pros). Um erro não compensa ou justifica o outro. Mas é curioso ver como reações mudam de lado.

(Érico Firmo, O Povo)

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