Depois de exatos 30 dias de negociações, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) oferece reajuste salarial de 7%, aumento real de apenas 0,65%, enquanto os bancários reivindicam 12,5% (aumento real de 5,4% mais inflação projetada em 6,35%). Para as demais verbas, o índice é o mesmo.

O piso salarial também está longe de atender a reivindicação. Os bancos oferecem só 7,5%. A categoria quer R$ 2.979,25, valor do mínimo definido pelo Dieese. Em suma, a proposta, apresentada nesta sexta-feira (19/09), não passa nem perto do que consta na pauta e do que os bancos podem pagar.

Em relação à PLR (Participação nos Lucros e Resultados), a regra segue os mesmos moldes do acordo coletivo de 2013. Quer dizer, 90% do salário reajustado em setembro de 2014, acrescido do valor fixo de R$ 1.812,58, limitado a R$ 9.723,61.

A parcela adicional é de 2,2% do lucro líquido apurado no exercício de 2014, dividido pelo número total de empregados elegíveis de acordo com as regras da convenção, em partes iguais, até o limite individual de R$ 3.625,16. Tem mais, o benefício não pode ser superior a 15% do lucro líquido. A antecipação segue o mesmo modelo de 2013.

Cláusulas sociais de suma importância, como o fim das demissões, ampliação do quadro de funcionários para desafogar as agências, fim das metas e do assédio moral, segurança e igualdade de oportunidades foram deixados de lado novamente.

Desta forma, fica claro que a proposta precisa melhor, e muito, principalmente diante dos lucros expressivos, no primeiro semestre as principais organizações financeiras colocaram nos cofres R$ 28,5 bilhões.

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