Tirando os fundamentalistas católicos, do tipo TFP, até que nos últimos tempos o Brasil vinha se livrando desta praga que é a mistura de religião com voto.

Doas anos 90 para cá, isso voltou a acontecer e o resultado sempre foi péssimo.

Se ficasse só no fanatismo de alguns, menos mal, há espaço para tudo numa população de 200 milhões de pessoas.

O problema é que isso passou a ser um fator de choque e exclusão entre pessoas, o que não era, absolutamente, uma prática brasileira.

Ao contrário, em poucos lugares, até por pressão de uma mistura real de fés e fiéis, inclusive dentro das famílias, o ecumenismo teve tanto avanço.

O caldo de cultura da população brasileira o catalisava.

A imensa maioria da população brasileira é deísta: católico, protestantes,  espíritas, candomblecistas, umbandistas, taoístas,  tudo…

A tolerância sempre foi, embora com raras e lamentáveis exceções, a regra entre nós, o povo.

O ostensivo apoio e poder de pressão escancarado de líderes de algumas confissões evangélicas em relação a  Marina Silva, muito embora ela proclame seu respeito ao estado laico, são um retrocesso que já está aí, incontestavelmente, pesando, contra ou a favor, na decisão que se tomará sobre todos, não importa que fé professem.

Por isso, mesmo correndo o risco de enfrentar incompreensões, acho bacana trazer um vídeo que me mandou uma amiga pelo Facebook.

Um retrato desconcertante sobre o que parece unir – a crença – e que desune pela “verdade” absoluta que a a crença traz quando quer se impor.

Esta “modernidade”, tão acerba hoje no mundo “desenvolvido” e no “fundamentalismo” que ele fez rebrotar, agindo sobre culturas muito diversas, dói, mesmo com sua ironia.

A animação é americana, mas com legendas em português, obra do Luc Anderssen, que a divulgou no Youtube.

Via Tijolaço – http://tijolaco.com.br/blog/?p=21120

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