A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, tentou evitar, durante entrevista coletiva à imprensa, questionamentos de jornalistas sobre apoio dela às candidaturas de Camilo Santana (PT) e de Eunício Oliveira (PMDB) ao Governo do Estado do Ceará.

Dilma foi perguntada se pediria votos para o petista em solo cearense, mas manteve o silêncio e entrou em outro assunto. Após um novo questionamento, a candidata admitiu ter dois apoiadores no Estado e disse ter atitude ‘moderada’ com relação às candidaturas de Camilo e Eunício.

A postulante à reeleição gravou programas eleitorais na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e visitou um residencial no bairro José Walter, que foi construído por meio do programa Minha Casa Minha Vida.

Mais cedo, em entrevista ao Blog Política, do Diário do Nordeste, Camilo Santana, que não esteve junto da candidata durante rápida passagem no Estado, disse que não seria ‘empecilho’ para a Dilma em solo cearense.

O meu desejo é a eleição dela e isso está acima de qualquer questão local”, afirmou o candidato. Ontem, ele negou haver constrangimento em razão da ausência dele na agenda da presidente, durante a realização de uma carreata em Messejana.

“Minha Casa, Minha Vida” defendida

Em entrevista coletiva, concedida em frente ao conjunto habitacional Cidade Jardim, Dilma defendeu o subsídio e se opôs aos demais candidatos que são contra o apoio monetário oferecido pelo “Minha Casa, Minha Vida”.

“Dois candidatos estão contra os subsídios, mas não tem milagre que faça uma família que ganha R$ 800 de rendimento pagar prestações de R$ 940 para comprar uma casa como a que é oferecida pelo programa. Aqueles que diziam que defendiam a prática são contra e querem acabar com o programa habitacional”, afirmou Dilma Rousseff.

A candidata à reeleição da Presidência também afirmou que “todas as classes ganharam nesses últimos 12 anos de governo” e reforçou que “os pobres ganharam mais porque precisam mais”. 

“Assim como mulheres têm a Lei Maria da Penha porque estão mais sujeitas à violência, mas isso não quer dizer que os homens não estão sujeitos à violência e que não devemos nos preocupar com a segurança deles, mas as mulheres precisam mais”, comparou Dilma Rousseff.

Dilma promete mudanças

Com relação à política econômica, alvo de críticas por parte dos adversários da petista na corrida presidencial, Dilma deu como certa mudança na equipe. “Governo novo, equipe nova”, disse. Sobre a saída de Guido Mantega, a presidente tentou desviar o assunto e justificou em tom de piada o porquê de não revelar qualquer nome para cargos ministeriais. “Isso pode dar azar”, brincou.

(Diário do Nordeste)