O candidato a vice de Marina Silva, deputado Beto Albuquerque,anunciou à imprensa que o PSB oferecerá todas as explicações sobre o avião cedido a Eduardo Campos por um empresa que, cheia de dívidas na praça e com seus bens indisponíveis, mesmo antes da decretação de seu processo de recuperação judicial, já estava judicialmente notificada que muitos dos seus bens estavam entregues ao Banco Safra, por descumprimento de pagamentos.

Mas o caso não para nesta empresa, a AF Andrade, uma família  de usineiros paulistas.

É preciso explicar o papel da tal Bandeirantes Companhia de Pneus, que nega ter arrendado o avião porque seu cadastro não foi aprovado.

Até porque este blog mostrou aqui a a Bandeirantes cedia outro jatinho – o Learjet 45 prefixo PP-ASV .que arrendou do Bank of Utah Trustee –antes que o fatídico Cesna PR-AFA que caiu em Santos ficasse à disposição do ex-candidato.

É preciso também que se esclareça a quem pertence esta empresa, que operava sob o nome fantasia de Magnum Tires, um grupo que operava em vários estados a importação de pneus usados, à base de liminares, quando o Governo Federal já proibira que trouxessem para o nosso país carcaças servidas de pneumáticos, que são lixo poluidor.

Este grupo operava o mesmo nome por outras empresas, além da Bandeirantes. No Espírito Santo, sob outro CNPJ, era a Líder . Só ela trouxe  quase 230 mil carcaças de pneus usados entre 2005 e 2006, dos Estados Unidos e da Austrália, nas contas do Ministério Público Federal. Na Paraíba, operam no mesmo endereço – junto com outra empresa, a First Nordeste, sob o nome de Elo Logística, numa localidade chamada Alhandra, próxima a João Pessoa e ao Porto de Cabedelo.

Estas empresas operavam sob liminares, porque o Governo Federal se opunha fortemente à importação, proibida aqui desde 1991 para que continuava, por força de decisões judiciais. Uma das integrantes do grupo – a Líder – ainda foi multada em 2006 pelo Ibama por não cumprir exigências de destinação do “lixo-pneu”.

A Magnum Tires, segundo o Portal da Propaganda,preocupada  em  melhorar seu perfil “ecológico” resolveu distribuir aqueles cartazes de modelos de biquini (ou menos) de borracharias usando a “Mulher Samambaia” do Pânico na TV.

Portanto, por mais que do ponto de vista formal, pela falta de transferência, os usineiros paulistas  possam responder pela propriedade do avião, está estabelecida uma conexão com empresários pernambucanos – um deles, Apolo Santana Vieira, processado por fraudar importações.

Este grupo não apenas negociou – não se sabe com que arranjos, mas se sabe que com a aprovação pessoal de Campos – a cessão do avião fatal como, antes, provia Eduardo Campos com um avião de sua propriedade, o Learjet PP-ASV.

Esperemos, porém, a explicações.

Por respeito, porque há mais indícios de irregularidades.

(Tijolaço)

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