O Facebook informou ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) que recebeu US$ 7.604,88 para promover a página do candidato à reeleição pelo governo do Estado Geraldo Alckmin (PSDB). O pagamento, afirma o Facebook à Justiça, foi feito com o cartão de crédito do tesoureiro estadual da sigla, Felipe Sigollo.

Uma ação movida pela coordenação jurídica da campanha de Paulo Skaf (PMDB) pediu as informações e tem como base o uso ilícito da mídia social. Segundo a sustentação da representação, Alckmin teria “turbinado” o número de curtidores de sua página no Facebook por meio de patrocínio. Com este comportamento, ele teria burlado a legislação eleitoral.

Segundo os advogados da coligação de Skaf, o aumento de curtidores foi “brutal” e “muito acima do que é esperado para quem não usa links patrocinados”.

Em dezembro do ano passado, Alckmin tinha 100 mil seguidores e, em seis meses, atingiu 320 mil. Para chegar aos 100 mil, a página demorou quatro anos.

O TRE havia pedido as informações no dia 23 de julho, mas, como o Facebook não respondeu, na sexta-feira o tribunal determinou um prazo de 24 horas, sob multa de R$ 100 mil, para que a empresa se pronunciasse.

O Terra tentou entrar em contato com o PSDB para que o partido se pronunciasse sobre o caso, mas as ligações não foram atendidas.

(Portal Terra)

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