Da Coluna Política do jornalista Érico Firmo, no O POVO desta terça-feira:

A derrubada de árvores pelo poder público e sem licença ambiental, revelada pelo repórter Demitri Túlio no O POVO de ontem, é a mais bem acabada síntese da relação que se estabeleceu com o meio ambiente por essas paragens, tanto por parte da iniciativa privada quanto – particularmente alarmante – pelo poder público. Se quem deveria zelar pela preservação age à margem de lei, resta, como diria Chico Buarque, chamar o ladrão. O que houve tem todos os indícios de crime ambiental. Não basta, então, fazer compensação. É necessária punição exemplar.

Nos recorrentes casos de derrubada de árvores por órgãos públicos, sempre as motivações são as mais nobres possíveis. O que causa espanto é como são numerosos os casos em que ocorre a supressão de verde e a quantidade de ocasiões em que os governos não encontram – ou nem procuram – alternativas. A qualidade de vida sai perdendo de novo.

Vale sempre lembrar que, com o alinhamento político entre Prefeitura e Governo do Estado, um dos problemas que se prometeu atacar foram as batidas de cabeça entre órgãos de uma esfera e outra. O exemplo maior eram as obras da Cagece que esburacavam vias recém-asfaltadas. Mas eis que, sob o mesmo grupo político, dá-se algo muito pior. Desmate feito pela mesma Cagece, à revelia da Secretaria do Urbanismo e Meio Ambiente do Município.

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