Encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela Globo, pesquisa Ibope sobre as eleições presidenciais deste ano, divulgada nesta terça-feira (22), mostra um cenário bem diferente daquele apresentado pelos institutos Sensus e Datafolha nos últimos dias. Enquanto neles os candidatos mais bem posicionados – Dilma Rousseff e Aécio Neves – apareciam tecnicamente empatados em uma eventual disputa em segundo turno, na nova pesquisa a previsão apresentada é de que a petista ganhe com mais folga o pleito caso ele seja polarizado.

Segundo o Ibope – que ouviu 2.002 pessoas de 143 municípios, entre os dias 18 e 21 de julho, Dilma tem para um eventual segundo turno 41% das intenções de voto contra 30% de Aécio (no levantamento anterior, eram 42% ante 33%, respectivamente). A petista se sairia ainda melhor caso o adversário fosse Eduardo Campos (PSB): neste caso, teria 41% contra 29% do pernambucano.

As intenções de voto para o primeiro turno, no entanto, não mudaram muito na pesquisa atual. Dilma, Aécio e Campos têm, respectivamente, 38%, 22% e 8% – na pesquisa anterior eram 39%, 21% e 10%, todos dentro da margem de erro. O quarto colocado se a eleição fosse realizada no período do levantamento seria o Pastor Everaldo (PSC), com 3%, enquanto Luciana Genro (PSOL), José Maria (PSTU) e Eduardo Jorge (PV) teriam 1% cada – mesmo montante de todos os outros candidatos nanicos somados. Votos brancos e nulos somam 16% e indecisos, 9%.

Mesmo que lidere inclusive na pesquisa espontânea – é citada por 26% dos eleitores, contra 12% de Aécio e 4% de Campos -, Dilma é também a candidata mais rejeitada pelos consultados, característica escancarada por levantamentos de outros institutos de pesquisa. No total, 36% dos entrevistados afirmaram que não votariam em hipótese alguma na candidata – no mês passado, eram 38%. Já em relação a Aécio a porcentagem está em 16% – era 18% -; a Campos, 8% – era 13% -; e ao Pastor Everaldo, 11% – era 18%.

A avaliação do governo se manteve estável, com a gestão da presidente sendo considerada boa e ótima por 31% dos entrevistados, ruim e péssima por 33% e regular por 34%. Entre os entrevistados, 70% avaliaram que mudariam tudo ou quase tudo no atual governo (eram 65% na pesquisa anterior).

(Último Segundo)