Osvaldo foi convocado por Felipão, mas ficou fora da Copa – Foto: Lancenet

Craques que brilharam por Ceará e Fortaleza entre as décadas de 1960 e 1970 ou por outros times mais recentemente, Mirandinha e Jardel no auge, Osvaldo em 2014… Na história do Brasil em Mundiais, muitos cearenses tiveram destaque em seus clubes e poderiam ter jogado uma Copa.

Destes, parte nem sequer foi cotada para a Canarinho, outros chegaram bem perto de estar num Mundial. Numa licença futebolística,O POVO listou cearenses, com ou sem passagem na seleção, que poderiam ter disputado uma Copa. Por merecimento, emergência ou fruto do acaso. Obviamente, a maioria relacionada sofreu com outros craques de suas épocas. Mas a Copa do Mundo também é para celebrar o romantismo boleiro. Onde o “se” desenterra boas lembranças e deixa a imaginação liberada. Um cearense ainda há de estar lá um dia.

RAFFAEL E OSVALDO/2014
Desde que chegou ao Borussia Monchengladbach, em 2013, Raffael deslanchou. Foi eleito o melhor meia do 1º turno do Campeonato Alemão na última temporada. Apesar disso, não despertou interesse do técnico Luiz Felipe Scolari para vestir a camisa da seleção brasileira. Filho do ex-lateral direito Caetano, o fortalezense bem que merecia ter sido testado.

O ponta Osvaldo até chamou a atenção de Felipão. Revelado pelo Fortaleza e com passagem pelo Ceará, o cearense teve boas atuações pelo São Paulo em 2012 e 2013, foi convocado para dois amistosos e era cotado para disputa da Copa das Confederações. Sem manter sequência e com concorrência forte, não vingou. 

DUDU CEARENSE E JÔNATAS/2010
Na trajetória do Brasil rumo à Copa de 2006, Dudu Cearense frequentou a seleção. Foi campeão da Copa América, em 2004. Nas eliminatórias para o Mundial da Alemanha, o volante esteve em listas do técnico Carlos Alberto Parreira. Dunga chegou a convocá-lo no pós-2006, mas perdeu destaque.

Outro cearense que chegou a ser convocado pelo treinador antes da Copa do Mundo de 2010 foi o volante Jônatas, então jogador do Flamengo. Ele esteve em um amistoso, contra a Noruega, mas não atuou. À época, o volante era destaque do rubro-negro. Foi para o Espanyol, voltou para o Brasil, mas nunca mais para a seleção. 

IARLEY/2006
Ídolo de Ceará e Ferroviário, Iarley explodiu tardiamente no futebol nacional e internacional. Jogou a Libertadores pelo Paysandu, atuou pelo Boca Juniors, até alcançar o ápice no Internacional. No Colorado, foi campeão de tudo em 2006, sendo decisivo no título Mundial contra o Barcelona. Não fosse a concorrência “estelar” da época, poderia sonhar em atuar pelo Brasil, ao menos uma vez, numa Copa.

ADRIANO/1998
Outra cria das bases do Ferroviário, o zagueiro Adriano se destacou pelo Sport. Em 1995, foi convocado por Zagallo para dois jogos. Já havia atuado na seleção sub-20, onde conquistou o Torneio Internacional de Toulon, contra a França. Foi apontado como uma renovação para a zaga pós-tetra. Jogou por Celta de Vigo (ESP) e Fluminense. Acabou esquecido na montagem da equipe para a Copa de 1998.

JARDEL/2002
O talento de Jardel na área – revelado no Ferroviário e ídolo de Grêmio e Porto – rendeu-lhe convocações, nos anos 1990 e 2000. Jogou sete vezes pelo Brasil e marcou um gol. Esteve cotado para a Copa da Coreia do Sul/Japão, por causa dos problemas físicos dos principais astros do setor, Ronaldo e Rivaldo. Havia uma carência goleadora do grupo de 2002, bastante questionado até as vésperas do início do Mundial. 

MIRANDINHA/1990
No final da década de 1980, o centroavante Mirandinha fez sucesso em grandes clubes brasileiros e na Inglaterra (Newcastle). O que rendeu a ele oportunidades na seleção brasileira. Era nome possível na lista para a Copa de 1990, mas acabou ficando de fora do elenco comandado por Sebastião Lazaroni na disputa do Mundial da Itália. Na época da convocação para o evento Fifa, o cearense estava no Palmeiras.

ALGUNS CASOS HISTÓRICOS
No início da década de 1960, voando alto na seleção cearense e no Fortaleza, Mozarzinho teria sido cogitado na seleção brasileira. Contudo, segundo aponta o pesquisador Saraiva Júnior, a disputa de posição com Pelé acabou por descredenciar o polêmico atacante. Não fosse o Rei, então, poderia até ter registrado um cearense entre os bicampeões mundiais de 1962. O aracatiense Babá, que brilhou no Flamengo entre 1954 e 1962, também foi apontado como candidato a um dos jogadores do “dream team” nacional. Ele vestiu a amarelinha em 1961, numa partida amistosa contra o Paraguai. Para o Mundial de 1974, o lateral direito Louro poderia estufar o peito para buscar um lugarzinho. Ele foi eleito pela Revista Placar o melhor da posição no Campeonato Brasileiro de 1974, quando atuava pelo Fortaleza.

NENHUM CEARENSE COTADO/1994
Não houve jogadores cearenses entre as convocações da seleção brasileira que antecederam a Copa do Mundo de 1994,nos Estados Unidos.

(André Victor Rodrigues, O Povo)

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