Puma, fabricante do uniforme esportivo alemão, espera aproveitar a Copa do Mundo no Brasil para voltar com força ao mercado do esporte, reduzindo a distância em relação a seus grandes concorrentes no setor, a Nike e a Adidas.

“2014 é um ano fundamental para a Puma”, declarou Filip Trulsson, diretor-geral da divisão de esportes na equipe da Puma, em uma entrevista à AFP.

“A Copa do Mundo é uma vitrine fantástica. Devemos encarar como um acontecimento que se estende ao longo de oito meses para a indústria do esporte […] Somos fortes e estamos convencidos da nossa capacidade para reforçar nossa posição”, explicou.

A marca também vestirá oito equipes na competição, entre elas Itália, Suíça e Uruguai, e calçará o excêntrico italiano Mario Balotelli, o alemão Marco Reus e o atacante francês Olivier Giroud.

O que está em jogo não é trivial: uniformizar estas estrelas do futebol e aumentar sua visibilidade no campo é um grande trampolim para vender mais camisetas e calçados.

No caso da Puma, o mercado de futebol, que não para de crescer a cada ano, representa bilhões de euros.

Neste terreno, a Adidas, inimigo histórico da Puma, e a norte-americana Nike apresentam uma sólida vantagem e têm mais chances de que seu logo seja visto na final do campeonato.

A marca das três listas, copatrocinadora oficial do evento, vestirá nove equipes, entre elas Espanha, Argentina e Alemanha, enquanto a Nike vestirá dez times, entre eles França, Reino Unido e o grande favorito, Brasil.

O duelo parece mais árduo no caso das chuteiras. Diante da “Magista” da Nike, que será usada pelo espanhol Andrés Iniesta, e da “Primeknit” da Adidas, que estará nos pés do uruguaio Luis Suárez, Puma espera surpreender com seus modelos “EvoPower” e “EvoSpeed”, que têm a particularidade de cada chuteira ser de uma cor diferente: azul e rosa.

Recuperar um lugar no esporte

“A Puma não pode aspirar a grandes seleções, com exceção da Itália, mas busca destacar-se com ações de marketing criativas e produtos originais”, disse Peter Rohlmann, diretor da agência PR Marketing.

A empresa não pode se permitir o mínimo erro. A marca, que já foi considerada sedutora e moderna, a filial do francês Kering, com sede na cidade alemã de Herzogenaurach (sul), tem problemas há anos, após o fracasso da sua estratégia de entrar no mundo da moda e do “lifestyle”.

Para corrigir a aposta, iniciou em 2013 uma volta ao esporte, em particular o futebol.

Com 7% do mercado deste esporte, Puma continua muito longe da Adidas e da Nike, que têm respectivamente 37% e 29% do mercado, de acordo com estudo publicado pela PR Marketing.

“A Puma tem que correr atrás do tempo perdido para estar de novo na ponta do mercado de equipamento esportivo”, afirma Rohlmann.

Mas não vai ser fácil, já que seus rivais não descansam. Há várias semanas travam uma guerra midiática para vender seus produtos.

Sua compatriota Adidas prometeu para a Copa do Mundo uma campanha publicitária em um valor recorde, que espera reverter para 2 bilhões de euros de vendas em mercado neste ano.

A Puma, por outro lado, não tem objetivos exatos, mas espera que suas vendas cresçam na divisão de esportes em equipe em 2014.

“Não surpreenderia se uma seleção da Puma chegar à final da Copa do Mundo”, disse Bjorn Gulden, seu presidente. O que seria ideal para projetar a maior campanha publicitária da sua história, que espera lançar semanas depois do Mundial.

(AFP)