O senador Eunício Oliveira, pré-candidato do PMDB para o Governo do Estado, falou sobre a relação com o governador Cid Gomes e as articulações para disputar a campanha política de 2014, em entrevista à Rádio Verdes Mares, no domingo, 25. Eunício criticou a falta de apoio de Cid para a sua candidatura e afirmou que a amizade com o ex-presidente Lula “gera ciúmes”.

Em seu discurso no rádio, Eunício falou sobre sua trajetória política e sobre planos para sua campanha que, segundo ele, adotará a cor verde como símbolo “da esperança, do diálogo e da aproximação com as pessoas”. Ele também comentou sobre as últimas articulações políticas que envolvem conversas com Lula e afastamento do PMDB dos aliados do Pros de Cid Gomes.

“Eu sou amigo pessoal do presidente Lula. Tem muita gente que não gosta disso, mas eu sou amigo do presidente Lula, gera ciúmes, fazer o quê?”, disse Eunício. Na terça-feira, 20, o senador se reuniu com Lula e, após a reunião, foi divulgado que Lula teria prometido apoio para Eunício no Ceará, informação negada pelo Instituto Lula. O peemedebista rebateu a negação e pontuou que não teve nenhum contato com o Instituto e a reunião não aconteceu no local. 

Apoio de Cid
Durante à entrevista, Eunício reafirmou que não houve rompimento do PMDB com o Governo, no entanto, criticou a falta de apoio por parte de Cid Gomes. “O PMDB foi buscar na conversa com o governador reciprocidade. Eu apoiei o governador em 2006, quando ele tinha apenas 9% dos votos”, frisou.

“Cid disse que não tinha condições de dar essa reciprocidade que recebeu durante quatro eleições. Eu ouvi uma vez: ‘nós estamos empates’. Eu votei duas vezes no governador para governador, eu votei duas vezes nos candidatos para cargos majoritários a pedido do governador. Eu nunca fui candidato a governador, nunca recebi um voto dele de reciprocidade de candidato a governador, quando procurei ele disse que não tinha condições de dar a reciprocidade”, ressaltou Eunício, pontuando que a conversa com Cid “foi tranquila”. 

Discursos
O senador falou ainda sobre estratégias de campanha. Ele criticou as ameaças de uso da máquina pública em benefício de candidatos e disse que “não tem medo” das máquinas das prefeituras e do Estado. 

“Eu quero ser avaliado pela população, não essa história de poderoso achar que tira do bolso do colete. ‘Há vou escolher fulano’, porque fulano é da minha terra, porque fulano nasceu e tomou banho no mesmo rio que eu, porque o fulano é da minha cozinha, porque o fulano é da minha extrema confiança… Meu Deus eu pensava que era da confiança do povo! O projeto tem de ser de interesse da sociedade”, disse Eunício à Rádio Verdes Mares. 

Ao final da entrevista, ele ainda pontou: “Que esse Estado não possa ser de alguns, que pensam que são donos do Estado. Meu Deus do Céu, isso aqui não é uma capitania hereditária”. 

(O Povo)