PM suspeito de matar a dentista Fabíola Peixoto (Foto: Reprodução/Facebook)

O cabo Leandro Pinto de Carvalho, suspeito de matar a namorada dentista Fabíola da Cunha Peixoto, se entregou à polícia na tarde desta segunda-feira (28). Ele, que estava foragido, não será apresentado à imprensa. As informações são do delegado Rivaldo Barbosa, titular da Divisão de Homicídios da Polícia Civil.

O cabo já havia sido afastado da Polícia Militar pelo setor de psiquiatria da corporação em fevereiro de 2010 — conforme divulgou a PM nesta segunda-feira (28).

Embora não haja sindicância contra ele, o PM estava afastado para tratamento de saúde, de acordo com a nota, e não poderia andar armado.

Pouco mais de duas semanas antes de ser assassinada, a dentista de 25 anos fez uma declaração de amor para o namorado em uma rede social. Fabíola foi morta a tiros na madrugada de domingo (27), em Olaria, Subúrbio do Rio.

“Sou muito feliz e grata a Deus por colocar você na minha vida, meu amor! Quero você pra sempre minha vida! Temos a cada dia mais provas de como Deus se agrada do nosso amor e vamos retribuir tudo tão maravilhoso que Ele tem feito nas nossas vidas! Amém!”, escreveu Fabíola na mensagem no Facebook.

Amigos lamentaram a morte da jovem na página da internet. Muitos pediam que a justiça seja feita e o chamavam de “assassino”, “covarde” e “canalha”. Em outra mensagem, uma amiga afirmou que Leandro “acabou de marcar a vida com o sangue de uma inocente”.

Crime
O PM suspeito de matar a dentista de 25 anos a tiros foi indiciado por homicídio qualificado e pode pegar até 30 anos de prisão.

O crime aconteceu por volta de 5h de domingo. O casal havia voltado de um pagode, do qual Leandro seria um dos donos. Os policiais da Divisão de Homicidios fizeram uma busca a casa do suspeito e encontraram R$ 63 mil em dinheiro, jóias e um cheque de R$ 200 mil. Os agentes apreenderam também um laptop. O carro de Fabíola foi levado para a delegacia e passou por perícia.

O delegado responsável pelas investigações, André Leiras, afirmou que a mãe de Leandro presenciou o crime e prestou depoimento. “A principal testemunha, sem dúvida nenhuma, é a mãe do policial. Ela presenciou o crime e tentou intervir, mas não conseguiu”, afirmou.

Os policiais descobriram que a página que Leandro mantinha em uma rede social, havia sido apagada. Segundo a família de Fabíola, o casal namorava há dez meses. Ainda de acordo com os parentes, os dois chegaram a terminar o namoro em março, mas reataram em seguida. “O comportamento dele não era normal”, disse o pai de Fabíolo, Marcos Peixoto. Ele descreve ainda o policial como um homem ciumento.

(G1 Rio)

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