O senador e pré-candidato do PMDB, Eunício Oliveira, não tem mais o que esperar do Governador Cid Gomes (PROS) e de tanto acenar com a oposição precisa se aliar aos adversários do Governo do Estado e se lançar na corrida ao Palácio da Abolição.

Com palavras curtas e duras, Cid Gomes foi taxativo: “Eunício não me deve nada, nem eu devo nada a ele”. Aos que ouviram a declaração ou a leram, tem uma interpretação única: Cid Gomes transmitiu o sentimento de que Eunício ao se movimentar com os adversários Roberto Pessoa (PR), Heitor Férrer (PDT) e Tasso Jereissati (PSDB) escolheu o caminho da oposição.

O pré-candidato do PMDB, que esteve também nesse final de semana em Tauá, para participar dos festejos religiosos de Jesus Maria e José, mantém aliados com cargos na administração estadual e prometeu sair do Governo no início do mês de maio. Eunício foi recepcionado em Tauá pela prefeita Patrícia Aguiar (PMDB) e pelo vice-governador Domingos Filho (PROS).

Aos correligionários, Eunício disse que, a pedido do ex-presidente Lula e da presidente Dilma, esperaria até o dia 10 de maio para saber se Cid Gomes irá ou não apoiá-lo. Essa decisão era alimentada até o final de semana, mas a partir de hoje, com as declarações do governador cearense de que não há mais dívidas entre ele e Eunício, o cenário muda e os dirigentes regionais do PMDB devem reavaliar os novos caminhos da sucessão estadual: Eunício candidato a governador, tendo Inácio Arruda (PCdoB), Tasso Jereissati (PSDB) ou Heitor Férrer (PDT) na disputa ao Senado.

O deputado estadual Perboyre Diogenes (PMDB), que durante a semana passada postou em redes sociais um vídeo em que Cid Gomes é chamado de traidor – o conteúdo afira que o Cid traiu Tasso, Luizianne Lins, Inácio Arruda e Eunício Oliveira, tem dito que o PMDB não tem mais o que esperar e deve se aliar ao PSDB para concorrer ao Governo do Estado. Diogenes é um dos peemedebistas que não alimentam ilusão de uma aliança entre PROS e PMDB.

(Marcela de Freitas, Ceará Agora)

Anúncios