Por: , via GizModo Brasil

Quando buscamos vida alienígena, os melhores lugares para observar são os que lembram a Terra; o único lugar no Universo que a vida existe, até onde sabemos. O planeta Kepler-186f, o primeiro com o tamanho da Terra encontrado na zona habitável de uma estrela, é a melhor aposta que já achamos para ser lar de aliens.

Já ouvimos algumas coisas sobre essa descoberta há algum tempo, mas agora a NASA fez um anúncio completo com muito mais detalhes.

– Kepler-186f tem 1.1 vezes o tamanho da Terra.
– Devido à sua localização, é provável que seja um planeta rochoso. É improvável que seja uma bola gasosa.
– Está a 500 anos luz de distância da Terra.
– Cientistas teorizam que tem ao menos alguns bilhões de anos de idade.
– Seus anos duram 130 dias e ele recebe um terço da energia da sua estrela em relação ao que a Terra recebe do Sol. Então é frio. No extremo mais frio da zona habitável.
– Durante a tarde em Kepler-186f, seu sol deve ser tão brilhante como o nosso antes do pôr do sol.
– Ele tem quatro planetas irmãos, mas nenhum deles é habitável. Eles orbitam ao redor do seu sol uma vez a cada quatro, sete, 13 e 22 dias, então estão próximos demais e são quentes demais para ter vida.

Isso é tudo empolgante, mas infelizmente ainda há muita coisa que não sabemos. Como por exemplo:

– Quão quente ou frio é; a distância do sol tem influência na temperatura, mas a atmosfera é muito mais importante para isso.
– Qual tipo de atmosfera ele tem.
– Se ele tem alguma atmosfera.
– Se ele tem, teve ou nunca teve água.
– Se tem, teve ou nunca teve vida.
– Do que ele é feito, ou se é mesmo rochoso. Só sabemos que provavelmente é.
– Qual tipo de gravidade ele tem, o que depende de como ele é feito.

Ainda assim, a descoberta do primeiro planeta similar à Terra em uma zona habitável é algo grande, mesmo que esteja distante demais para ser estudado em detalhes agora ou em um futuro próximo (talvez até distante). É uma esperança na busca por vida, é o mais próximo que chegamos até agora, e devemos encontrar mais planetas assim conforme o tempo passa. Com sorte, dentro de alguns séculos ou milênios, a gente consiga passar por um deles para dar um alô. [JPL]

A imagem de topo é apenas uma representação artística de como o planeta deve ser. Estamos distante demais para vê-lo de perto.

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