O sumiço do avião da Malaysian Airlines durante o voo MH370 no início de março segue sem solução. Além dos jornais, o caso também repercutiu nas redes sociais com grande circulação de posts sobre o assunto, incluindo um novo vírus no Facebook. Falsos posts foram detectados pela Kaspersky Labpromovendo um suposto vídeo da aeronave que teria sido encontrada no Triângulo das Bermudas. 

Segundo Fabio Assolini, analista sênior de segurança da empresa, tem circulado uma mensagem contendo um suposto vídeo sobre a descoberta do avião desaparecido e seus passageiros. No entanto, quando o usuário clica no link, ele é redirecionado para uma página que lhe pede, como condição para assistir o vídeo, o compartilhamento da mensagem no mural do Facebook e a instalação de um plug-in.

Vídeo sobre descoberta do avião desaparecido é vírus. (Foto: Reprodução/Facebook)
Vídeo sobre descoberta do avião desaparecido é vírus. (Foto: Reprodução/Kaspersky Lab)

 

O software, por sua vez, faz o download de um programa classificado como Adware, que interrompe a experiência online do usuário e exibe automaticamente anúncios, gerando lucro para seus autores.

Assolini demonstra preocupação com a circulação do vírus por conta da grande repercussão e curiosidade que o caso tem gerado. “Por enquanto, a mensagem só foi detectada no Facebook e em inglês. No entanto, acreditamos que nos próximos dias ela estará em outras redes sociais e outras línguas como o espanhol e português”, disse. 

“Além disso, é claro que outros tipos de malware, tais como trojans bancários estão se espalhando por meio deste tipo de ataque, já que o tema tem despertado interesse mundial”, completou.

Não é novidade o fato dos cibercriminosos agirem se aproveitando de notícias de grande interesse mundial, como tragédias e acidentes. O mesmo aconteceu com a notícia da morte de Osama Bin Laden em 2011 e com o nascimento do bebê real britânico. Diante disso, a Kaspersky Lab alertou aos usuários para que não clicarem em links ou imagens de notícias suspeitos, especialmente em redes sociais, já que há grande de risco de esses links disseminarem malware ou algum software indesejado.

(Milena Pereira, Via Tech Tudo)

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