Rio – A Justiça decidiu pelo afastamento temporário de Paulo Vianna, presidente da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. A decisão foi tomada no último domingo. Vianna é acusado por cinco associados e membros do conselho consultivo da escola de tê-los impedido de frequentar a sede e o barracão da agremiação. Os membros alegaram que não obtiveram nenhum documento que comprovasse a expulsão.

Os integrantes da escola também o acusam de forjar documentos para mudar o estatuto da Mocidade e expulsar do conselho sua ex-mulher e antigo amigo, beneficiando a atual parceira, além de falsificar assinaturas. Viana também é acusado pelo crime de formação de quadrilha, de acordo com inquérito instaurado pela 4ª DP (Central).

Os autores da ação também pedem a realização de uma auditoria nas contas da escola e a exibição de documentos que comprovem a expulsão dos membros do conselho. No pedido inicial, um laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli foi solicitado para apurar as falsificações das assinaturas.

A Justiça também determinou que durante o período de afastamento do atual presidente, Carlos Ferreira da Silva assuma a direção da Verde e Branca. Silva terá um prazo de 10 dias para dizer se aceita ou não a responsabilidade do cargo.

O presidente Paulo Vianna informou, através da assessoria de imprensa da Mocidade, que só vai se pronunciar sobre o assunto nesta sexta-feira.

(O Dia Online)

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