O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) investiu milhões de reais na construção de um presídio em Pernambuco, enquanto milhares de agricultores do Ceará são sufocados pela cobrança de dívidas e vêem propriedades rurais indo a leilão para quitar débitos com a instituição.

A obra do presídio, orçada em R$ 287 milhões, já consumiu R$ 350 milhões e tem dívidas trabalhistas e com fornecedores superiores a R$ 100 milhões.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), responsabiliza o BNB, em entrevista aoJornal Folha de São Paulo, edição desta sexta-feira (10/01), pela falta de fiscalização na construção do presídio, que seria feito no modelo de PPP (Parceria público-privada).

Acusado de abandonar o projeto, Campos disse que o Estado de Pernambuco não gastou um só centavo com a construção do presídio e acusou o BNB de não fiscalizar a obra. Sem sair do papel, o presídio é uma obra fantasma por não se transformar em realidade.

Entenda a notícia:

Projeto de Campos está parado há 2 anos

Governador diz que fiscalização cabia ao BNB

 

(Marcela de Freitas, via Ceará Agora)

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