“Yves Saint Laurent”. Este é, simplesmente, o título de um dos filmes mais aguardados do momento, que entrou em cartaz na França nesta quarta-feira, 8 de janeiro. Dirigido por Jalil Lespert, a obra é centrada na história de amor entre o frágil estilista e o empresário Pierre Bergé, uma relação marcada pelos excessos, crises e neuroses de Saint Laurent.

Magistralmente interpretado por Pierre Niney, ator de 24 anos do Thêatre de la Comédie Française, e por Guillaume Gallienne, a grande revelação da cena teatral e cinematográfica no país, o filme mostra um lado mais íntimo e sombrio do criador, retratando sua carreira entre 1956 e 1976.

Pierre Niney entrou no Thêatre de la Comédie Française aos 21 anos, a mesma idade que Saint Laurent tinha quando assumiu a direção da Maison Dior. O jovem ator não sabia quase nada sobre o famoso estilista e confessa que ficou mais do que impressionado com a complexidade de sua personalidade.

Para interpretar Saint Laurent, Niney se preparou durante meses. Por exigência do diretor, ele aprendeu a desenhar para fazer todos os croquis dos modelos, mergulhou no universo dos ateliês de costura para descobrir a linguagem e os códigos da moda, trabalhou a sua sensibilidade para saber como tocar um tecido, como se maravilhar com uma cor…

Os 50 anos de amor entre Yves Saint Laurent e Pierre Bergé já mereceram um documentário chamado “Amor Louco”, de Pierre Thoretton, lançado nos cinemas em 2010.

Críticas

Se há unanimidade sobre a interpretação perfeita dos atores principais, uma das críticas de quem conheceu Yves Saint Laurent é que o filme mostra o seu lado mais pesado, mais doentio, em detrimento de sua genialidade.

A escritora e crítica de cinema do jornal Le Figaro, Marie Noelle Tranchant, diz que achou o filme elegante, “um pouco perfeito demais, como uma revista de moda que se folheia agradavelmente em companhia de pessoas famosas, belos manequins, um elenco excelente…” Ela também elogia os atores que formam uma dupla notável, “é um prazer vê-los na tela…”, diz.

Como a maioria dos críticos franceses, Marie Noelle também sentiu falta no enredo do lado visionário de Saint Laurent. “O filme é superficial, focado na relação passional dele com Pierre Bergé. É verdade que poderiam ter ido mais longe na exploração do imaginário do artista…”, ela observa.

O filme “Yves Saint Laurent” é também uma oportunidade para se ver os modelos originais utilizados pelas atrizes e manequins, todos do acervo da Fundação Yves Saint Laurent-Pierre Bergé.

Veja abaixo o trailer do filme:

http://www.mensagenscomamor.com/mensagens/mensagens_de_aniversario_para_amigos.htm

Via http://www.portugues.rfi.fr/geral

Anúncios