Motoristas, cobradores e fiscais do transporte alternativo de Fortaleza paralisaram as atividades, por tempo indeterminado, no início da manhã desta quinta-feira (19). Em assembleia realizada nesta manhã, eles rejeitaram a proposta de reajuste salarial apresentada pelo  Sindicato de Transporte Complementar de Fortaleza (Sindvans) de 9%. “A nossa primeira proposta ao sindicato patronal foi de um reajuste unificado de 25% para motoristas, cobradores e fiscais. Depois de várias rodadas de negociação, eles ofereceram reajuste de 9%”, relata Raimundo Nonato de Sousa Brito, diretor do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Alternativos ( Sintraafor).

De acordo com o sindicato da categoria, 60% da frota está parada, o que representa 192 das 320 vans que circulam em Fortaleza. Além dos baixos salários, a categoria reivindica melhores condições de trabalho. “As vans estão sucateados, sem freio, sem condições de segurança para os funcionários e passageiros”, diz o diretor.

Além do ajuste salarial, os dois sindicatos não entraram em acordo sobre a data-base, que passaria para o mês de julho e não mais em novembro; a responsabilidade – se da empresa ou do trabalhador – de complementar o valor pago ao INSS do funcionário afastado; a liberação das funções na empresa dos dirigentes do Sintraafor, além de vale-alimentação.

Outras 40 cláusulas já foram debatidas e acertadas, entre elas, a disponibilidade de água potável e banheiros masculino e feminino no final de cada linha, fardamento, jornada máxima de trabalho de 44 horas semanais, cesta básica no valor de R$ 61, fundo de caixa de R$ 20 para o troco e o valor do auxílio-creche para homens e mulheres no valor de até R$ 50.

(G1 Ceará)