São Paulo – Reportagem de O Estado de São Paulo publicada no início da noite de hoje (22) informa que o gabinete do ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, enviou à Polícia Federal o documento do ex-executivo da Siemens, Everton Rheinheimer, que indica pagamento de propina a políticos ligados a governos do PSDB em São Paulo, entre 1998 e 2008, em licitações de trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e do Metrô de São Paulo.

Em relatório enviado no dia 17 de abril ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Rheinheimer, afirma dispor de “documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção no Estado de São Paulo durante os governos (Mário) Covas, (Geraldo) Alckmin e (José) Serra, e que tinha como objetivo principal o abastecimento do caixa 2 do PSDB e do DEM”.

No documento, o ex-executivo afirma que o hoje secretário da Casa Civil do governo Alckmin, deputado licenciado Edson Aparecido (PSDB), foi apontado pelo lobista Arthur Teixeira como recebedor de propina. O deputado Arnaldo Jardim (PPS), ligado aos tucanos paulistas, também é citado como beneficiário.

Também são incluídos no relatório os secretários de Alckmin Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos), José Aníbal (Energia), deputado licenciado do PSDB, e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico), deputado licenciado do DEM. Também é atribuído um “estreito relacionamento” com Teixeira, diretor-presidente da Procint e apontado como intermediário de propinas pagas pelo cartel. O denunciante afirma tambémque o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) também seria próximo de Teixeira.

Todos os citados negam as acusações.

Com informações de O Estado de S.Paulo

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