Uma doença crônica, não contagiosa e que pode ser controlada, mas que compromete a autoestima e se não tratada adequadamente pode acarretar outros problemas de saúde. Para marcar o Dia Mundial da Psoríase, dermatologistas cearenses farão, no sábado, 29, uma campanha de esclarecimento à população na Praça do Ferreira, das 9 às 12 horas. Os especialistas irão distribuir folhetos explicativos para orientar a população sobre como identificar a doença, a importância de procurar um dermatologista para o diagnóstico, quais as formas de tratamento, além de ajudar a reduzir o preconceito contra o mal que atinge cerca de 2% da população brasileira.

A presidente da SBD-CE e coordenadora da campanha no Ceará, a dermatologista Maggy Poti, explica que os prejuízos psicológicos e sociais provocados pela psoríase são enormes. “O preconceito é ainda um dos grandes empecilhos na luta contra a doença. Por isso, é tão importante a informação sobre o que é a psoríase, como tratá-la, minimizando os danos emocionais e sociais causados às vítimas do transtorno”, ressalta.

Um dos maiores pesquisadores em psoríase no mundo, o dermatologista Alan Menter, diz que a psoríase causa um impacto devastador na qualidade de vida dos doentes. “Ela chega a ser tão impactante quanto o câncer e a insuficiência cardíaca. A doença está associada a problemas de coração, diabetes, obesidade, casos de depressão e suicídio”, enfatiza.

Causas e tratamentos

A psoríase é uma inflamação da pele que se manifesta por lesões róseas ou avermelhadas recobertas com escamas esbranquiçadas que aparecem, em geral, no couro cabeludo, cotovelos e joelhos. Também podem ser acometidas as unhas e as articulações. O mal pode se manifestar em qualquer fase da vida, mas, na maioria das vezes, se apresenta antes dos 35 anos. A incidência é a mesma para homens e mulheres. É uma doença que apresenta uma tendência genética podendo ser desencadeada por estresse emocional, alcoolismo, tabagismo, infecções de vias áreas superiores e medicamentos usados no controle da pressão arterial e antidepressivos.   

O tratamento depende do quadro clínico do paciente, variando de aplicação de medicações tópicas, nos casos mais brandos, a tratamentos mais complexos, com remédios imunossupressores e biológicos, estes a mais nova e promissora arma no combate à doença por atuar no sistema imunológico controlando a inflamação e são utilizados nos casos mais graves.

Via http://www.oestadoce.com.br

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