247 – O governador Geraldo Alckmin foi marcado para morrer numa conferência telefônica da cúpula do PCC – a facção criminosa Primeiro Comando da Capital. A revelação faz parte do conteúdo da investigações que levaram o Ministério Público de São Paulo, nesta sexta-feira 11, a denunciar 175 pessoa por envolvimento com o grupo. Trata-se da maior denúncia por formação de quadrilha e associação criminosa já feita no País.

Em agosto de 2011, o MP grampeou uma conversa telefônica entre presidiários que apontou a existência de uma determinação pela morte do governador tucano.

“Depois que esse governador entrou, o bagulho ficou doido mesmo. Você sabe de tudo o que aconteceu na época em que nóis decretou [mandou matar] ele. Então, hoje em dia, secretário de Segurança Pública, secretário de Administração [Penitenciária] e o comandante dos vermes [policiais militares] estão todos contra nóis”, disse o detento identificado como LH nas escutas telefônicas.

O MP começou a investigar o PCC em 2009. O grupo existe há 20 anos e já foi responsável por ações coordenadas que levaram boa parte do comércio de São Paulo a baixar portas sob a ameaça de ataques. O Gaeco, grupo de promotores que investiga o crime organizado, concluiu que o PCC está presente hoje em todos os Estados da Federação, com cerca de 7,8 mil integrantes. O detento Marcos Willian Herbas Camacho, conhecido como Marcola, seria o líder do grupo.

O Palácio dos Bandeirantes não havia comentado, até 16h50, a revelação da ordem dos bandidos pela morte de Alckmin.

Abaixo, notícia da Agência Brasil a respeito:

MP de São Paulo denuncia 175 por envolvimento com organização criminosa

Bruno Bocchni
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo denunciou 175 pessoas por participação em uma organização criminosa que age nos presídios do estado. A denúncia, divulgada hoje (11), atribui aos acusados a prática de crime de formação de quadrilha armada para o tráfico de entorpecentes, crimes contra o patrimônio e contra a vida de agentes públicos, além da aquisição, posse e manutenção de armas de fogo.

O MP pediu a prisão preventiva de todos os denunciados. A Justiça, no entanto, indeferiu a solicitação e o Ministério Público recorreu da decisão. A Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria de Administração Penitenciária foram informadas sobre as denúncias.

De acordo com o MP, todos os elementos de prova foram produzidos com autorização da Justiça. As circunstâncias descritas nas denúncias, e os elementos de prova colhidos só poderão ser divulgados se for retirado o sigilo judicialmente decretado.

Edição: Beto Coura, via Brasil 247

 

 
 
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